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11 Citroën que quase existiram

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A Citroën tem uma longa e orgulhosa história de fabricar carros que faziam muitas outras marcas ficarem preocupadas. Mas mesmo assim, essa ousada marca francesa decidiu não colocar alguns de seus carros nas ruas, por motivos diversos.

da Redação

Aqui estão alguns dos melhores, e não são tão bons, Citroën que não passaram das fases das pranchetas, dos salões de automóvel ou da etapa desenvolvimento, sabe-se lá por qual razão.

De cupês esportivos a carros elétricos urbanos, veículos militares a minivans, o tamanho da ambição da Citroën nunca está em dúvida quando observamos os seus carros que nunca chegaram a ser concretizados.

1. Citroën Traction Avant 22CV 1934

A Citroën parecia pronta para dar ao seu avançado modelo Traction Avant um motor tão inovador quanto o resto do carro, quando anunciou o V8 de 22 CV. O 22CV 3.9V8 foi mostrado ao público no Salão de Paris de 1934, embora na ocasião os capôs ​​desses carros estivessem lacrados.

Acredita-se que o motor não estava pronto e as fotos publicitárias do motor instalado no carro eram de uma maquete de madeira, e não de um motor funcional.

O nome 22CV veio da potência do V8, de 3.822 cm3, que era o dobro da potência do Traction Avant de 11 cv. Depois que alguns protótipos foram feitos, o projeto foi interrompido pelo novo proprietário da empresa, a Michelin, devido ao custo.

2. Citroën C10 1956

Inspirado no formato de uma gota de água, o Citroën C10 foi uma visão ousada de como um pequeno carro familiar poderia ser, maximizando a eficiência de espaço e desempenho.

Baseado em uma plataforma 2CV de 425 cm3, o C10 pesava apenas 382 kg e podia atingir 110 km/h, graças à sua excelente aerodinâmica. A Citroën disse na época que ele tinha um Cx de 0,258, muito menor do que um carro pequeno no padrão do que era feito em meados da década de 1950.

A carroceria de alumínio apresentava portas em duas partes, com uma grande janela única, estilo “asa de gaivota”, que se levantava, enquanto portas inferiores mais convencionais se abriam para dar acesso total.

Assim como o 2CV no qual foi baseado, o C10 tinha interior reduzido, com assentos simples para quatro pessoas, e os dois passageiros traseiros ficavam espremidos devido ao formato cônico da carroceria.

3. Citroën C60 1960

Depois de decidir que o C10 era radical demais até para a Citroën, a empresa ainda estava procurando criar um carro que pudesse ficar confortavelmente no mercado entre o 2CV básico e o DS, muito mais sofisticado. Foi aí que o C60 entrou. Com um estilo que claramente antecipava o Ami 6, o C60 era mais sofisticado que a linha Ami.

Ele foi projetado com suspensão hidropneumática, como a do DS, e foi anunciado como tendo motores de 1.1 ou 1.4 litros, quatro cilindros horizontais e arrefecido a ar. O interior tinha muito mais em comum com o DS do que com o Ami 6, e oferecia bastante espaço para quatro passageiros.

Entretanto, o C60 no melhor estilo do desenhista itaiano Flaminio Bertoni, foi arquivado quando os custos começaram a subir e a atenção se voltou para o mais avançado Projet F.

4. Citroën Projeto F 1963

Ainda em busca daquele carro intermediário entre o 2CV e o DS, a Citroën explorou uma série de temas com o Projet F. O estilo foi novamente criado por Flaminio Bertoni, da própria Citroën, mas era muito mais convencional que o do C60.

Sob a carroceria, a suspensão com barra de torção foi outra ruptura com o padrão da Citroën, embora um modelo básico tenha sido considerado com o mesmo motor do 2CV. Um plano muito mais radical era usar um motor rotativo Wankel, mas ele não era confiável e consumia muito combustível. Como resultado, a Citroën desenvolveu seu motor boxer de quatro cilindros, “a ar”, de 1130 cm3, que seria usado no GS.

A Citroën abandonou o Projeto F muito tarde e o alto custo de desenvolvimento contribuiu para os problemas da empresa, que levaram à sua aquisição pela rival Peugeot na década de 1970.

5. Citroën M35 1969

A Citroën chegou a construir 267 unidades do M35 e convidou a imprensa especializada para experimentar o carro em 1969, mas ele nunca foi disponibilizado para compra pelo público.

O M35 foi visto como um banco de testes para uma suspensão hidropneumática mais avançada e também para mais um período de avaliação do motor rotativo Wankel. Como resultado, alguns motoristas cuidadosamente selecionados foram convidados a experimentar o M35 Wankel e relatar seus resultados. O que eles receberam foi uma versão cupê de duas portas do Ami 8, com carroceria construída pela Heuliez.

O motor rotativo de 498 cm3 podia levar o carro a 145 km/h, além de oferecer uma aceleração muito melhor do que a unidade normal de 1015 cm3 do Ami 8.

Infelizmente, o M35 continuou sendo um protótipo, embora uma boa parte dos carros montados ainda sobreviva.

6. Citroën VLH M7 1971

Embora o Citroën 2CV tenha gerado as versões off-road Sahara e Méhari, o GS não era visto como base para um modelo versátil, até que a Heuliez lançou o VLH M7.

Projetado tendo o exército francês como comprador-alvo, a Heuliez e a Citroën trabalharam para criar um 4×4 que transferisse a tração da parte traseira da caixa de câmbio para as rodas traseiras. Foi mais fácil ainda obter uma suspensão elevada, aumentando a altura usando a configuração hidropneumática do GS.

Um único protótipo foi construído e testado, mas a decisão foi investir fundos de desenvolvimento no veículo militar leve Peugeot P4, mecanicamente mais simples.

7. Citroën GS Camargue 1972

Se o Citroën SM era caro demais para a maioria dos compradores, um cupê mais acessível fazia muito sentido na época, e o GS Camargue aproveitou essa ideia atraente. Usando a plataforma GS como base, o Camargue teve a carroceria desenhada por Marcello Gandini, que trabalhava na Bertone.

Ele criou um formato curvo e bancos 2+2, e um carro que funcionava e podia ser dirigido estava pronto para o Salão de Genebra em 1972. Usando o motor do GS e outras peças mecânicas, deveria ter sido um passo simples levar o Camargue para a produção, mas os cofres da Citroën estavam vazios e a marca não conseguiu mais financiar o projeto.

8. Citroën Karin 1980

O Citroën Karin foi ao mesmo tempo um mero carro de exposição para o Salão de Paris de 1980 e uma grande pista da montadora sobre seu estilo de desenho para a década seguinte.

Desenhado por Trevor Fiore, o Karin parecia uma pirâmide sobre rodas, com sua frente e laterais acentuadamente inclinadas. As enormes portas se abriam para revelar o interior de três assentos, com o motorista localizado ao centro e os dois passageiros posicionados mais abaixo, em cada lado.

Até aqui, tudo bem, em se tratando de um show car. No entanto, a parte frontal do Karin dava a indicação clara de como o BX ficaria, enquanto por dentro os controles do volante do Karin apontavam para o que eventualmente veríamos no XM.

Não havia nenhuma especificação mecânica para o Karin, porque ele nunca foi pensado para ser um carro de rua e era apenas um protótipo não funcional.

9. Citroën Xenia 1981

O Xenia da Citroën seguia muito a linha de vários carros-conceito da década de 1980 em sua abordagem aerodinâmica no desenho.

Aproveitando ao máximo o estilo, o desenhista Trevor Fiore, da Citroën, projetou o Xenia como uma grande minivan.

Imitando o C10 de 1956, o Xenia veio com grandes portas “asa de gaivota” de uma só peça em cada lado, que davam acesso aos bancos dianteiros e traseiros. Uma grande área envidraçada ajudava a iluminar a cabine, enquanto a Citroën investiu pesado na tecnologia com uma série de botões atrás do volante, células solares para alimentar o ar condicionado e sensores para verificar todos os tipos de funções de direção.

10. Citroën Activa 1988

O Citroën Xantia ainda estava há quatro anos de entrar em produção quando o Activa foi revelado no Salão de Paris de 1988.

No entanto, as linhas limpas do Xantia estavam lá para serem vistas neste sedã de quatro portas, mesmo que as portas traseiras e o estilo sem colunas não conhecessem a luz do dia.

O nome Activa para este carro se referia à sua suspensão Hydractive inteligente, que faria sua estreia no ano seguinte no XM. Ela permitia curvas mantendo o carro sempre plano, oferecendo o conforto pelo qual a Citroën era famosa. As rodas traseiras eram direcionais.

A marca também construiu o Activa 2, que era a clara sugestão de um XM cupê, e que foi exibido no Salão de Paris em 1990.

Infelizmente, não foi considerado suficientemente comercial para ser colocado em produção.

11. Citroën Citela 1992

A Citroën antecipou a tendência atual em direção aos carros elétricos com o Citela de 1992.

Ele foi projetado principalmente para uso urbano, como o nome indica, mas tinha velocidade máxima de 108 km/h, o que lhe permitia viajar até onde sua bateria de 209 km de autonomia permitisse.

As baterias eram de níquel-cádmio, e não as baterias de íons de lítio dos veículos elétricos atuais, mas a Citroën calculou que a bateria tinha expectativa de vida útil de 10 anos.

A empresa também afirmou que o motor elétrico e o sistema de transmissão do Citela eram capazes de durar até 1.000.000 de kms.

Além da unidade de potência elétrica do Citela, a carroceria pode ser convertida de hatch para picape ou até mesmo um conversível para torná-lo o mais versátil possível.

A Citroën planejou um projeto-piloto para 1993 na cidade de Rochelle, que a tornou a primeira cidade com pontos de recarga elétrica disponíveis ao público, mas o modelo usado para isso foi o AX Electrique.


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