AUTO&TÉCNICA FILES #168 – Mazda Miata 2002
A linha 2002 do Mazda Miata chegou ao mercado reforçando o prestígio daquele que já ostentava o título oficial do Guinness World Records de roadster de dois lugares mais vendido da história, com mais de meio milhão de unidades comercializadas globalmente à época. Mantendo a filosofia de engenharia baseada na conexão visceral entre homem e máquina —o conceito de “unidade entre cavalo e cavaleiro”, segundo a marca—, o esportivo japonês apostava em refinamentos mecânicos e estruturais para assegurar seu espaço entre os entusiastas.
por Rubens Caruso Junior
Sob o capô, o modelo empregava o motor de 1,8 litro de quatro cilindros em linha, dotado de duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC) e o sistema de comando de válvulas variável (VVT) na admissão, resultando em 142 cv de potência. Na transmissão, o modelo trazia de série uma caixa de câmbio manual de cinco marchas, contando com opção automática de quatro velocidades e uma inédita opção de câmbio manual de seis marchas para as configurações de acabamento superior.
No aspecto estrutural e dinâmico, o Miata aproveitava as evoluções introduzidas anteriormente na suspensão e carroceria, que elevaram a rigidez torsional e a resistência à flexão, especialmente nas versões equipadas com rodas de 16 polegadas. Estavam disponíveis uma versão de entrada e a mais sofisticada LS, esta equipada de fábrica com diferencial de deslizamento limitado Torsen, barra estrutural nas torres de suspensão e sistema de áudio Bose de 200 watts. Combinando agilidade exemplar em curvas, tração traseira e peso contido, o roadster consolidava-se mais uma vez como referência em prazer ao dirigir na categoria.
No Brasil, estima-se que menos de 250 unidades tenham sido importadas, o que coloca o modelo no rol das raridades.
AUTO&TÉCNICA resgatou de seus arquivos históricos o material abaixo, destacado do press release que a marca distribui à imprensa no Salão de Detroit de 2002. Confira!
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