Tecnologia

EREV: Stellantis quer adotar esta tecnologia chinesa

Compartilhe!

A Leapmotor — que faz parte do Stellantis — tem em seus carros uma tecnologia que ainda poucos modelos oferecem: a EREV (extensor de autonomia), que assim poderá chegar em breve a outros modelos do Grupo.

por Marcos Cesar Silva

Classificados com a sigla EREV — Extended Range Electric Vehicle (Extensor de Autonomia para Veículos Elétricos) —, os modelos elétricos com essa tecnologia surgem como uma das alternativas aos 100% elétricos. Na prática, funciona quase um híbrido plug-in, mas com uma diferença básica: o motor de combustão não tem qualquer ligação mecânica com as rodas, servindo exclusivamente como gerador de energia para alimentar a bateria.

A Leapmotor é uma das poucas marcas que oferece esta alternativa, mas a lista poderá começar a crescer em breve. Integrada no Grupo Stellantis, a tecnologia EREV desenvolvida pela chinesa poderá ser compartilhada com outras marcas do Grupo, como estratégia destinada a reforçar as sinergias técnicas entre as empresas que o compõem.

Leapmotor B10

Atualmente, a Leapmotor comercializa no Brasil os C10, com duas configurações distintas: 100% elétrica ou EREV, e ainda o B10, elétrico.

De acordo com a marca, esta solução permite, por exemplo, percorrer mais de 900 km com a bateria e tanque cheios —valor bastante superior aos 434 km de autonomia anunciados pela versão elétrica com a bateria de maior capacidade.

Leapmotor C10

Segundo Tianshu Xin, chefão internacional da Leapmotor, esta tecnologia poderá ser utilizada por outras marcas da Stellantis, como a Fiat, Peugeot e Citroën. “Os EREV tem excelente tecnologia e estamos explorando formas de aplicá-la em outros portfólios”, afirmou.

Ele adiantou que marcas ou modelos poderão se beneficiar desta tecnologia mas, uma vez que as plataformas são todas compartilhadas entre as marcas da Stellantis —CMP (ex-PSA), STLA Medium ou Smart Car—, se o sistema puder ser integrado numa dessas arquiteturas, poderá, na teoria, ser facilmente adaptado a vários modelos diferentes.

O chinês considera a tecnologia EREV uma “boa solução intermediária” para diversos mercados, como europeu e brasileiro, numa fase em que a adoção dos carros elétricos continua abaixo das previsões iniciais e a infraestrutura de carregamento ainda está em desenvolvimento.

O grande e inteligente compartilhamento de plataformas e componentes dentro do Grupo poderá facilitar a integração desta tecnologia em outros modelos, caso a Stellantis decida de vez avançar nesse sentido. Uma decisão que estaria alinhada com a joint venture estabelecida com a Leapmotor, da qual a Stellantis detém 51% da sua operação internacional. “Este era um dos objetivos quando fechamos o acordo com a Stellantis: encontrar sinergias por meio da utilização da tecnologia de ambas as empresas”, concluiu o executivo.

Em paralelo, adicionou que o contrário também poderá acontecer. Em outras palavras, os futuros modelos da Leapmotor destinados ao mercado europeu, por exemplo, poderão recorrer às plataformas já existentes da Peugeot Citroën, adaptando a sua oferta de produtos às exigências do mercado.


Compartilhe!