Em crise, Nissan fecha estúdio de desenho no Brasil
A Nissan vai fechar vários estúdios de desenho, como parte de seu plano para cortar 20.000 empregos. Isso inclui o de São Paulo…
Como já noticiamos algumas vezes, a Nissan está passando por uma profunda crise, o que exige a reestruturação global da empresa, e isso já está gerando impactos visíveis. Como parte de seu necessário plano de corte de custos, a marca japonesa acabou de anunciar o fechamento de dois grandes e importantes estúdios de desenho: o “Nissan Design America”, em San Diego, Califórnia , e o “Nissan Design Latin America”, em São Paulo, Brasil.
por Marcos Cesar Silva

A decisão faz parte de um plano maior, para cortar 20.000 funcionários em todo o mundo como parte de uma estratégia conhecida como “Re:Nissan”, que visa simplificar processos, reduzir custos e encurtar o tempo de desenvolvimento de novos modelos.
Apesar dos fechamentos, a Nissan garante que manterá cinco centros estratégicos de desenho, distribuídos em mercados-chave:
- Atsugi, Japão: será o estúdio líder em desenho global.
- Studio Six, Los Angeles: consolidará sua posição como o principal centro criativo para modelos Nissan e Infiniti nos Estados Unidos.
- Londres, Reino Unido: continuará a se concentrar nos mercados da África, Oriente Médio, Índia, Europa e Oceania (AMIEO), além de colaborar com a Renault .
- Xangai, China : continuará sendo o centro de veículos destinados ao mercado chinês.
- Creative Box, Tóquio : continuará liderando projetos de design de marca e estilo de vida.
A empresa diz que essa reorganização visa agilizar a tomada de decisões, melhorar a colaboração entre as equipes e responder mais rapidamente às mudanças do mercado. A Nissan já havia anunciado há meses um corte de quase US$ 470 milhões na área de desenho. O plano também inclui:
- Reduzir a complexidade das peças em 70% .
- Reduzir as plataformas de veículos de 13 para sete até meados da próxima década.
- Acelerar o desenvolvimento de novos modelos, reduzindo o tempo de 52 para 37 meses .
- Criar modelos derivativos em 30 meses, o que significa uma economia de 20 meses em comparação ao processo anterior.
Com essas medidas, a Nissan busca recuperar a competitividade em um mercado global marcado pela eletrificação, eficiência e redução de custos.
O chefão da empresa Ivan Espinosa enfatizou que, embora as decisões sejam dolorosas, elas são necessárias para garantir a viabilidade da marca a longo prazo. “É um sacrifício que permitirá que a Nissan seja mais forte, mais ágil e mais responsiva às necessidades dos consumidores”, enfatizou.
O fechamento dos estúdios de San Diego e São Paulo marca o fim de dois espaços criativos icônicos, que contribuíram com desenhos importantes para a empresa desde 1982.