CATL lança bateria que pode durar até 1 milhão de km
Foi no recente Salão de Munique (IAA Mobility 2025) que a chinesa CATL, a maior fabricante de baterias para veículos elétricos do mundo, apresentou a sua nova geração das baterias batizada de Shenxing. A nova bateria LFP da CATL anuncia até 750 km de autonomia, recarga ultra-rápida e até um milhão de quilômetros de vida útil.
da Redação

Batizada de “Shenxing Pro”, esta nova geração de baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP) foi concebida para responder às duas maiores preocupações dos proprietários de veículos elétricos: maior autonomia e menor tempo de carregamento. Embora ainda não haja informações sobre quais modelos irão estrear a Shenxing Pro, a empresa destacou que esta nova tecnologia foi desenvolvida com foco no mercado europeu.
A CATL já investiu mais de US$ 14 bilhões em fábricas na Hungria, Alemanha e Espanha, assim como em projetos de reciclagem e recondicionamento de baterias usadas. Segundo a nova empresa, a bateria terá duas versões: A “Long Life & Long Range” e a “Super-Fast Charging”.
A primeira terá capacidade de 122 kWh e autonomia de até 750 km de medidos no ciclo europeu WLTP. Já a segunda, com 110 kWh de capacidade, prioriza o tempo de carregamento. De acordo com a CATL, carrega dos 10% aos 80% em apenas 10 minutos, o suficiente para acrescentar até 478 km de autonomia.

Outro destaque destas novas baterias é a durabilidade. De acordo com os dados apresentados pela empresa, a “Shenxing Pro” apresentou apenas 9% de degradação após 200 mil km. Contas feitas, isto significa que, de acordo com a empresa, poderá manter 70% da capacidade após um milhão de quilômetros rodados, ou 12 anos e 10 mil ciclos completos de recarga. É um patamar de durabilidade considerado elevado para baterias LFP, que até agora possuíam densidade energética menor em comparação com as baterias com químicas à base de níquel.
A arquitetura do pack também foi redesenhada. A CATL adotou o conceito de “Wave” (onda, em inglês), que consiste na integração das células direto no “pacote” (Cell-to-Body), eliminando módulos intermediários. Esta solução melhora a eficiência energética, reduz o peso e amplia a proporção de material ativo, o que resulta na maior autonomia sem comprometer a segurança. A produção começa no próximo ano.

