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F1: leilões desafiam apostas e reescrevem lista dos carros mais valiosos

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Mercedes de Juan Manuel Fangio e Stirling Moss supera apostas, bate recorde e lidera lista dos carros de Fórmula 1 mais valiosos da história; Ferrari F2001 ocupa a terceira posição.

Foto Ádám Urvölgyi from Pixabay

O mundo dos leilões de carros da Fórmula 1 viu dois modelos históricos serem arrematados por preços que desafiaram todas as previsões. Em maio de 2025, uma Ferrari F2001, pilotada por Michael Schumacher na campanha do seu tetracampeonato, foi vendida por 15,9 milhões de euros (US$ 18 milhões).

Incrivelmente, essa compra foi ofuscada pela cifra monstruosa que um leilão anterior já havia alcançado. No dia 1º de fevereiro, outro evento promovido pela RM Sotheby’s em Stuttgart, no Museu Mercedes-Benz, quebrou o recorde do valor de venda de um modelo da categoria.

A distinção agora cabe ao Mercedes W196R Stromlinienwagen, de 1954, chassi 00009/54. O lance vencedor atingiu o valor de 51,155 milhões de euros (US$ 53 milhões). O modelo em questão foi pilotado por duas lendas da F1: o argentino Juan Manuel Fangio e o britânico Stirling Moss.

Mercedes de Fangio e Moss superou apostas e se tornou o F1 mais caro já vendido

Essa venda é mais um exemplo de como o interesse na Fórmula 1 tem chegado a novos níveis recentemente. O crescimento da categoria, que conquistou novos fãs a partir da popularidade da série “Dirigir para Viver” (“Drive to Survive”) da Netflix, inclui até mesmo um aumento de participação nas bets. As apostas na F1 chegaram a figurar no top 10 da KTO, que divulga ranking mensal.

Aproveitando as duas ocasiões, e a nova marca histórica atingida, vale a pena lembrar os maiores valores já pagos por veículos similares ao longo dos anos e destacar os carros de Fórmula 1 mais caros já leiloados.

O Top 5 dos carros de F1 mais caros do mundo

  1. Mercedes W196R Stromlinienwagen (1954) – US$ 53 milhões

Pilotado por Juan Manuel Fangio e Stirling Moss em 1955, o modelo chegou ao topo da lista após ter sido colocado à venda pelo Museu Indianapolis Motor Speedway, para onde havia sido doado.

  1. Mercedes W196R (1954) – US$ 30,6 milhões

Outro modelo pilotado por Fangio, este Mercedes deixou a liderança da lista após 12 anos, tendo sido leiloado no Festival de Goodwood em 2013.

  1. Mercedes-AMG Petronas W04 (2013) – US$ 18,8 milhões

O carro de Lewis Hamilton completa o pódio da Mercedes no ranking de mais valiosos. O modelo, que marcou a primeira vitória do britânico com a equipe, no GP da Hungria de 2013, foi arrematado em 2022.

  1. Ferrari F2001 (2001) – US$ 18 milhões

A Ferrari mais valiosa arrematada em um leilão de veículos da F1 foi pilotada por Michael Schumacher no ano do seu quarto título mundial e leiloada no final de semana do GP de Mônaco em 2025.

  1. Ferrari F2003-GA (2003) – US$ 16,2 milhões

Com o chassi 229, este Ferrari garantiu o hexacampeonato de Schumacher e foi vendido no final de 2022.

Um detalhe curioso é a ausência de carros do tricampeão Ayrton Senna no topo da lista. Apesar de ser um dos maiores pilotos da história, reverenciado inclusive pelos companheiros de profissão, o valor mais alto já conseguido por um carro do brasileiro foi de US$ 4 milhões. A McLaren MP4/8A de 1993, da sua última temporada na McLaren, foi arrematada em 2018.

A importância do leilão da Mercedes W196R Stromlinienwagen

O leilão do Mercedes-Benz W196R Stromlinienwagen representa muito mais do que a simples venda de um carro raro. É um marco que conecta passado, tecnologia e paixão pela velocidade. Características que tem conquistado cada vez público, até mesmo nas apostas esportivas.

Produzido em apenas 14 unidades, com somente quatro exemplares na versão “Stromlinienwagen”, este exemplar -chassi 00009/54- carrega um legado único. Pilotado por lendas como Juan Manuel Fangio e Stirling Moss, disputou provas emblemáticas, incluindo a corrida não-oficial de Buenos Aires, em 1955, e o GP da Itália, em Monza, no mesmo ano, onde Moss registrou a volta mais rápida.

Stirling Moss liderando o GP da Itália em 1955

O modelo simboliza uma era em que a engenharia automotiva estava em plena transformação, combinando a aposta em um desnho aerodinâmico avançado, com desempenho de ponta para a época. Sua construção “simplificada”, pensada para circuitos de alta velocidade, não apenas ampliou os limites técnicos, mas também reforçou o status da Mercedes-Benz como referência na Fórmula 1 dos anos 1950.

Após ser aposentado no final da temporada de 1955, o carro passou seis décadas preservado no museu de Indianápolis, aparecendo apenas em raros eventos. Ao ser oferecido pela primeira vez para propriedade privada, reforça o fascínio do mercado por peças de competição com história comprovada.


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