Lancia Gamma: as primeiras imagens do novo topo de linha
A Lancia, que pertence à Stellantis, tem novidades. Trata-se do Lancia Gamma, nome que regressa ao portfólio da marca depois de mais de 40 anos. Desta vez na forma de um belíssimo SUV eletrificado. A marca foi fundada em 29 de novembro de 1906, em Turim, Itália. A fabricante italiana foi criada pelos pilotos e entusiastas Vincenzo Lancia e Claudio Fogolin e é controlada pela Fiat desde 1969.
por Marcos Cesar Silva

Durante seis anos, entre 1978 e 1984, o Lancia Gamma teve a missão de ser o cartão de visitas da marca italiana (foto abaixo). Agora, 42 anos depois do seu desaparecimento, o Gamma está pronto para regressar ao mundo do automóvel, mas com uma tarefa bem mais difícil.

Há quatro décadas o Lancia Gamma encabeçava a lista de oferta completa de uma marca que tinha nas competições sua maior vitrine. Hoje o modelo foi reposicionado no topo de uma marca em pleno processo de relançamento e recuperação, e que conta com apenas mais um modelo, o Ypsilon.
Ao mesmo tempo, o Lancia Gamma surge no mesmo momento em que a marca italiana viu o plano FaSTLAne 2030 reduzir ainda mais a sua importância hierárquica no Grupo. A Lancia passa agora a ser considerada uma marca “especializada”, deixando assim de ter gestão independente e retornando ao controle da Fiat. O objetivo desta medida é o de otimizar sinergias e compartilhar componentes e equipes, reduzindo duplicações de cargos e atividades.

É no meio desta transformação radical que o Gamma é mostrado pela primeira vez, isto depois de já termos visto o modelo tanto em fotos de segredo como em alguns teasers adiantados pela Stellantis.
Produzido na fábrica de Melfi, na Itália, junto com os DS Nº8 e Nº7 e Jeep Compass, o novo Lancia Gamma é montado na mesma plataforma STLA Medium da Stellantis, aplicada nestes modelos, mas o estilo de SUV Cupê lembra outro carro de uso familiar do Grupo, o Peugeot 3008. Mas o Gamma é um pouco maior em todas as direções: 4,67 metros de comprimento, 1,89 m de largura e 1,66 m de altura.


Visualmente o Lancia Gamma segue de perto a linguagem introduzida pelo protótipo Pu+Ra HPE (imagem abaixo), com o motivo do “cálice” na dianteira reinterpretado sob a forma de assinatura luminosa. Uma faixa LED muito fina percorre a frente de ponta a ponta, na borda do capô, enquanto um elemento vertical central reforça a identidade visual do modelo. Este tema repete-se na traseira, onde a iluminação em LED bem fininha reforça a simetria do conjunto.


Porém, as preocupações dos desenhistas não foram apenas visuais, com o Gamma revelando uma bem cuidada aerodinâmica. Na frente conta com entradas de ar ativas no pára-choque, que se abrem apenas quando necessário para o gerenciamento térmico. Na lateral conta com os hoje controversas puxadores dianteiros retráteis (detalhe em pauta na China, por exemplo, por razões de segurança) enquanto os traseiros estão integrados na carroceria, junto da coluna C.

Já no interior e julgando pela única imagem que foi liberada, a aposta da Lancia passou pela elegância, pelos revestimentos em couro e pelo minimalismo, com as telas assumindo destaque. Ainda assim, destacam-se alguns comandos físicos no console.
A “Gamma” eletrificada
No quesito das motorizações, a Lancia confirmou para o Gamma uma versão híbrida (mild hybrid) de 145 cv, capaz de ultrapassar os 1000 km de autonomia combinada, e mais três versões elétricas: uma de entrada com 230 cv e 540 km de autonomia; a intermédia de 245 cv com mais de 740 km, e uma versão com tração integral de 375 cv e cerca de 675 km de autonomia. Especificações que não diferem dos modelos equivalentes da Stellantis, que recorrem às mesmas cadeias cinemáticas.
Não foram revelados maiores detalhes ainda, nem em relação aos preços ou data exata de lançamento do Gamma, o novo topo de linha da Lancia. A marca nunca foi vendida oficialmente no mercado brasileiro, e tudo indica que continuará assim.
