Como assim? Câmbio do Aston Martin Valhalla não tem ré?
A caixa de câmbio de dupla embreagem do Aston Martin Valhalla tem oito relações para a frente e nenhuma para trás. Mas mesmo assim continua podendo dar ré, sem dificuldade alguma.
da Redação

Num carro normal, a marcha a ré faz parte da própria caixa de câmbio, mas o Aston Martin Valhalla é um superesportivo que, de normal, não tem nada. Não existe qualquer engrenagem na sua caixa de câmbio dedicada a fazer o carro recuar.
Então, como é a marcha a ré desse carro? Quando o motorista seleciona “R” para ir para trás, a caixa passa simplesmente a ponto morto. A partir daí são os motores elétricos do eixo dianteiro que entram em ação. E estes fazem exatamente o oposto do usual: rodam no sentido inverso. Simples.
O Valhalla é um supercarro híbrido plug-in (PHEV) de produção limitada a 999 unidades (dizem que seis estão destinados ao Brasil) com powertrain de alto desempenho. Ele combina um motor 4.0V8 biturbo (fornecido pela Mercedes-AMG) com três motores elétricos, entregando a potência combinada total de 1.079 cv.
A solução do câmbio é a vantagem de ter um sistema híbrido, onde os motores elétricos dianteiros não têm nenhuma ligação física com o V8 biturbo posicionado atrás dos ocupantes. Além das responsabilidades de tração, distribuição de torque e recuperação de energia, assumem também a de fazer o Valhalla andar para trás.

A decisão apoia-se em justificativas puramente técnicas. Eliminar a marcha a ré mecânica permite reduzir peso, complexidade e volume dentro da caixa de câmbio. E assim a marca obteve uma solução mais elegante, leve e eficiente.
O Aston Martin Valhalla não é, no entanto, caso único. Os híbridos da Ferrari e da McLaren também usam os motores elétricos para substituir a marcha a ré mecânica.

