AUTO&TÉCNICA FILES #167 – Citroën C-Airdream 2002
Em 2002, a Citroën levou ao Salão de Paris um daqueles carros capazes de roubar a cena: baixo, longo e de formas esculturais, o C-Airdream parecia ter escapado de um filme de ficção científica.
por Rubens Caruso Junior

Não era apenas um exercício de estilo: o cupê 2+2 revelava para onde a Citroën pretendia caminhar. E em termos visuais, realmente seguiu aquele caminho. O desenho impressionava pelas proporções, com capô longo, cabine recuada e traseira curta e elegantemente afilada. O enorme teto de vidro ampliava a luminosidade da cabine e reforçava a sensação de estar a bordo de algo especial.

Por dentro, quatro ocupantes encontravam um ambiente igualmente futurista, marcado por bancos individuais e acabamento sofisticado. Pedais e alavanca de câmbio tradicionais simplesmente não faziam parte do projeto: aceleração, frenagem e trocas de marcha eram comandadas eletronicamente, pelo sistema drive-by-wire, no volante!

Sob o longo capô trabalhava um 3.0V6 de 210 cv, ligado a uma transmissão automática sequencial. Suas linhas antecipavam a nova identidade visual que começaria a aparecer nos Citroën de produção: no C6, apresentado em 2005 como o novo topo de linha da marca, a dianteira baixa e larga, os chevrons destacados e as superfícies fluidas denunciavam a origem conceitual, enquanto no C4, lançado em 2004, também apareceriam soluções visuais que remetiam ao protótipo, sobretudo nas laterais e na traseira.


Apesar de todo o impacto, entretanto, o C-Airdream nunca chegou às linhas de montagem. O C-Airdream permaneceu como conceito, mas seu DNA passou a circular pelas ruas logo em seguida, exatamente como a Citroën havia planejado.

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