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Volvo volta a ter prejuízo e planeja pelo menos 5000 demissões

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Os números registrados pela Volvo no terceiro trimestre deste ano de 2026 já foram divulgados, e o que se observa não é nada animador para a marca sueca. No total, a Volvo registrou prejuízo operacional de US$ 372 milhões nesse curto período. A implacável concorrência chinesa e as exageradas tarifas nos Estados Unidos estão pressionando a montadora. em direção aos números negativos, Adivinha quem vai pagar essa conta? Principalmente os funcionários.

da Redação

Esses péssimos resultados representam uma inversão significativa diante do mesmo período um ano atrás, em que a Volvo registrou lucro operacional de US$ 584 milhões. As receitas também recuaram, passando de US$ 8,6 bilhões para US$ 6,7 bilhões, o que significa quebra de 23%.

A Volvo atribui este retrocesso a uma situação de mercado mais difícil, marcado pela concorrência cada vez maior das marcas chinesas (mesmo ela sendo hoje chinesa), pela pressão sobre os preços e pelo impacto das tarifas de Trump nos Estados Unidos.

Para tentar responder a esta situação, a marca sueca pretende reduzir custo, tendo como prioridade a recuperar a rentabilidade, reduzir despesas e gerar liquidez. E para voltar aos resultados positivos, a marca sueca tem um plano em mente, mas não será fácil colocá-lo em prática. De início, a ideia é reduzir em mais de US$ 500 milhões os custos indiretos e variáveis.

Na prática, significa começar com a demissão de aproximadamente 2500 funcionários em todo o mundo, dos quais cerca de 2000 na Suécia. Estas medidas deverão ser implementadas até o final de 2027, também conhecido como “ano que vem”.

A redução será feita com o fim de contratos com consultores, da saída natural de trabalhadores e de programas de demissão dirigidos a determinados grupos de funcionários. Medidas que se juntam aos 3000 mil cortes de trabalhadores anunciados em 2025, após o regresso de Håkan Samuelsson ao cargo de chefão da marca.

De acordo com a empresa, “o terceiro trimestre de 2026 foi muito dececionante e reflete um ano que se tornou bastante mais desafiador do que inicialmente previamos”, considerando que o anterior plano de recuperação precisa agora de ser reforçado com medidas adicionais.

A China é um dos mercados que mais contribui para a deterioração dos resultados da Volvo. A marca sueca, junto com outros fabricantes europeus, enfrenta a concorrência intensa de novas marcas locais e uma forte pressão sobre os preços, num contexto em que as marcas premium tradicionais europeias têm dificuldade em acompanhar as alternativas chinesas, hoje melhores, mais tecnológicas e muito mais baratas.

No terceiro trimestre de 2026, as receitas da Volvo no mercado chinês caíram quase 50% comparado com o mesmo período do ano passado; os compradores chineses dão prioridade às marcas locais. Nos Estados Unidos, a empresa continua sentindo os efeitos das tarifas impostas elo governo Trump e da eliminação de incentivos à compra de automóveis eletrificados.

A divisão de automóveis da Volvo (Volvo Cars) pertence ao grupo automotivo chinês Zhejiang Geely Holding Group (ou apenas Geely) desde 2010. Mesmo sendo uma empresa chinesa, vale observar que a divisão de carros de passeio (Volvo Cars) pertence à Geely, enquanto o Grupo Volvo (focalizado em caminhões, ônibus e maquinários pesados, a AB Volvo) continua sendo uma empresa totalmente sueca e de capital aberto

A Volvo Cars foi fundada em 1927 em Gotemburgo, na Suécia, onde ainda mantém sua sede principal, além de importantes centros de desenho, pesquisa e desenvolvimento e engenharia. Seus carros são fabricados em diferentes partes do mundo, incluindo fábricas na Suécia, Bélgica, Estados Unidos e China.


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