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TESTE: Fiat Pulse Abarth 1.3 Turbo

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Esse é um carro que gostamos muito aqui em AUTO&TÉCNICA. Com 185 cv, motor 1.3 turbo flex, câmbio automático de seis marchas e acerto específico de suspensão e direção, o Pulse Abarth não só mantém, como reforça ainda mais sua personalidade esportiva. Não há nada parecido entre os carros nacionais hoje no mercado. No final do ano passado, a linha 2026 ganhou novos detalhes visuais, rodas de 18 polegadas, teto panorâmico e mais equipamentos de conforto e tecnologia.

por Ricardo Caruso

O Fiat Pulse nasceu com a missão de disputar um dos segmentos mais concorridos do mercado brasileiro: o dos SUVs compactos. Mas, desde o início, a Fiat guardou uma carta muito especial na manga, para agradar quem procura algo além da praticidade de um utilitário urbano. Em 2022, a chegada do Pulse Abarth trouxe uma proposta bastante diferente daquela encontrada nas demais versões. Pela primeira vez, a Abarth, tradicional marca italiana do escorpião, aplicava sua experiência em preparação esportiva a um SUV compacto.

O resultado foi um automóvel que não se limita a apresentar uma aparência mais agressiva. O Pulse Abarth recebeu motor mais potente, transmissão específica, suspensão recalibrada, freios redimensionados para desempenho superior e direção com assistência ajustada para uma condução mais esportiva. Não bastava parecer um carro esportivo, era preciso se comportar como tal.

Na linha 2026, a Fiat promoveu uma atualização que procurou reforçar essa personalidade, acrescentando equipamentos importantes e modificando alguns elementos visuais. Não houve e nem era preciso uma revolução mecânica, ppis o conjunto continua bastante interessante, principalmente quando comparado às versões convencionais do Pulse.

A pergunta que orienta esta avaliação feira por AUTO&TÉCNICA é justamente essa: até que ponto o Abarth é diferente de um Pulse comum e o que realmente justifica sua denominação esportiva? Vale os quase 60% a mais que custa?

A primeira impressão que se tem ao encontrar o Pulse Abarth é a de um automóvel que procura transmitir esportividade sem recorrer excessivamente aos elementos decorativos.

A dianteira recebeu novo para-choque e grade superior foi redesenhada, com acabamento predominantemente preto brilhante e detalhes vermelhos. As entradas laterais de ar nas extremidades baixas do para-choque ganharam maior destaque, enquanto o conjunto inferior apresenta desenho mais geométrico.

A inscrição Abarth aparece na região central da grade, onde antes ficava o tradicional emblema da marca acompanhado pelo tradicional escorpião, símbolo que identifica a divisão esportiva italiana. Os faróis auxiliares também evoluíram e passaram a utilizar iluminação de LED.

A mudança mais significativa na lateral está nas rodas. Agora são de liga leve de 18 polegadas, com desenho exclusivo, acabamento preto brilhante e identificação central Abarth. Os pneus utilizam medida 215/45 R18, proporcionando maior área de contato com o solo e contribuindo para a estabilidade em curvas. É uma alteração importante em relação às rodas de 17 polegadas utilizadas anteriormente.

O conjunto ficou visualmente mais encorpado e transmite melhor a proposta esportiva. A Fiat também adotou uma apresentação mais discreta em alguns detalhes externos, eliminando elementos decorativos que anteriormente reforçavam a associação com a marca do escorpião; os emblemas da Abarth aparecem nos para-lamas dianteiros.

O resultado é um Pulse de aparência ainda mais excusiva e sofisticada, sem perder a agressividade que caracteriza a versão.

É debaixo do capô que aparece a principal diferença entre o Pulse Abarth e as versões convencionais. Enquanto o Pulse “normal” utiliza motores 1.3 aspirado ou 1.0 turbo, dependendo da versão, o Abarth recebe o conhecido 1.3 GSE T270, de quatro cilindros, 16 válvulas, turbocompressor e injeção eletrônica.

Com 1.332 cm³ de cilindrada, o propulsor desenvolve:

  • 180 cv de potência máxima com gasolina, a 5.750 rpm.
  • 185 cv de potência máxima com etanol, a 5.750 rpm.
  • 27,5 mkgf de torque máximo, a 1.750 rpm, com ambos os combustíveis.

A diferença em relação ao Pulse T200 é expressiva. O motor 1.0 turbo convencional entrega aproximadamente 130 cv com etanol e 20,4 mkgf de torque. Portanto, o Abarth oferece 55 cv adicionais e aproximadamente 35% mais torque. E isso faz muita diferença.

Mais importante do que a diferença de potência máxima é a maneira como a força aparece. O torque máximo de 27,5 mkgf está disponível já a 1.750 rpm, característica que proporciona respostas prontas em baixas e médias rotações. Isso favorece tanto as acelerações a partir da imobilidade quanto as retomadas, especialmente em ultrapassagens.

O motor pertence à “família” GSE (Global Small Engine), desenvolvida pela antiga FCA e posteriormente incorporada à estrutura técnica da Stellantis. É um excelente quatro-cilindros com bloco de alumínio, turbocompressor e gerenciamento eletrônico sofisticado. Sua utilização em outros modelos do grupo demonstra a versatilidade da “família”, embora cada aplicação receba calibrações próprias. No caso do Pulse Abarth, a eletrônica foi ajustada para privilegiar o desempenho.

Uma particularidade da linha 2026 é a adoção de novo gerenciamento eletrônico fornecido pela Vitesco Technologies (antiga divisão de powertrain do grupo Continental) ou Mopar/Marelli (conforme o lote). Trata-se de uma atualização técnica importante, embora não represente aumento de potência ou torque em relação ao modelo anterior.

Também merece destaque o fato de o Pulse Abarth conservar os 185 cv, enquanto algumas outras aplicações do motor T270 passaram por adequações de potência para menos, para atender às exigências de emissões.

Outra diferença fundamental e importante em relação ao Pulse convencional está na transmissão. Enquanto as versões equipadas com o motor T200 utilizam transmissão CVT com relações simuladas, o Abarth emprega um câmbio automático convencional de seis marchas, com conversor de torque. Essa transmissão trabalha com calibração específica para o modelo esportivo.

O escalonamento das relações foram escolhidas para aproveitar a disponibilidade de torque do motor e proporcionar acelerações consistentes. As trocas podem ser realizadas automaticamente ou por intervenções do motorista junto ao volante ou à avalanca), conforme o modo de condução selecionado.

O conversor de torque proporciona suavidade em situações urbanas, mas a calibração eletrônica procura tornar as respostas sempre mais rápidas quando o motorista exige desempenho.

É uma combinação que favorece a versatilidade: o Pulse Abarth pode ser utilizado diariamente, enfrentando congestionamentos e deslocamentos urbanos, sem abrir mão de uma personalidade bastante diferente quando encontra uma estrada mais convidativa e sinuosa.

A tração é dianteira. O gerenciamento eletrônico do motor e da transmissão permite selecionar três modos de condução: Sport, Manual e Poison. O modo Sport modifica as respostas do acelerador e o comportamento da transmissão, proporcionando uma condução mais esportiva sem tornar o automóvel excessivamente arisco.

No modo Manual, o motorista assume maior controle sobre as trocas de marcha, utilizando os comandos disponíveis no volante. Mas a coisa fica ainda melhor no modo Poison (veneno, em inglês), acionado por uma teclinha vermelha junto ao volante, que disponibiliza a característica mais interessante da programação Abarth.

O nome não foi escolhido por acaso. Esse modo utiliza um mapa específico do acelerador, tornando a resposta muito mais imediata aos comandos do motorista. Segundo a Fiat, a calibração permite alcançar determinadas velocidades em aproximadamente 60% do tempo necessário no modo Sport, considerando a resposta do conjunto às solicitações do acelerador.

O que muda no Modo Poison?

  • Mapeamento do motor e acelerador: Reduz drasticamente o lag (atraso) do turbo e deixa as respostas do acelerador muito mais sensíveis e diretas.
  • Comportamento do câmbio: A transmissão automática de seisnmarchas passa a trabalhar com giros mais altos, faz trocas mais rápidas e reduz marchas automaticamente nas frenagens.
  • Painel e experiência: O painel digital muda a iluminação e visualização (ficando com temática esportiva vermelha) e exibe dados em tempo real como pressão do turbo, força G e potência utilizada.
  • Sonoridade: O ronco do escapamento duplo fica mais evidente e agressivo.

É uma programação que procura tornar a condução mais intensa, com respostas mais rápidas e comportamento mais agressivo. O sistema não aumenta a potência máxima do motor, mas modifica a maneira como ela é solicitada e entregue.

Um dos aspectos mais importantes para compreender a diferença entre o Pulse Abarth e as versões convencionais está na suspensão. Não bastaria instalar um motor mais potente em um Pulse comum e esperar que o resultado final fosse um automóvel esportivo.

O aumento de potência exige modificações no comportamento dinâmico, principalmente na capacidade de controlar os movimentos da carroceria durante acelerações, frenagens e mudanças rápidas de direção. Por isso, o Abarth recebeu calibração específica de molas e amortecedores, além de ajustes próprios na direção.

Na dianteira, utiliza suspensão independente do tipo McPherson, com barra estabilizadora de maior diâmetro, tudo com calibração e rigidez voltadas para menor inclinação da carroceria em curvas. Na traseira, a solução é o eixo de torção com rodas semi-independentes, tudo recalibrado para as novas possibilidades da versão.

A configuração básica é semelhante à encontrada nas demais versões, mas os componentes e suas calibrações são específicos. O acerto mais firme procura reduzir a inclinação lateral da carroceria nas curvas e controlar melhor os movimentos longitudinais durante acelerações e frenagens. O resultado esperado é uma condução mais precisa, com maior sensação de controle.

Também é importante mencionar que o Pulse Abarth apresenta altura de rodagem reduzida em relação às versões convencionais, (18,8 cm contra 21,3 cm), característica que contribui para seu comportamento esportivo.

O Abarth não se trata, portanto, simplesmente de um Pulse com rodas maiores e motor mais potente. O sistema de freios também recebeu atenção especial. Na dianteira, o Abarth utiliza discos ventilados de 305 mm, com pinças flutuantes. Na traseira, entretanto, a Fiat manteve os tradicionais tambores de 203 mm.

A escolha pode surpreender quem esperava encontrar discos nas quatro rodas em um automóvel com proposta esportiva, mas é importante considerar peso, distribuição de carga e características de utilização. O conjunto dianteiro concentra boa parte do trabalho de frenagem, enquanto o sistema traseiro complementa a desaceleração. O sistema atual está de acordo com a proposta do carro.

Controle eletrônico de estabilidade (ESC), freios ABS com EBD e frenagem autônoma de emergência integrados ao “pacote” ADAS do Abarth, trabalham juntos com o sistema de freios para preservar a trajetória e evitar o travamento das rodas em situações de emergência.

O sistema de freio de estacionamento é eletrônico e incorpora a função Auto Hold, que mantém o veículo imobilizado em subidas e descidas sem necessidade de pressionar continuamente o pedal.

O interior também recebeu modificações importantes para a linha 2026. Os bancos dianteiros foram redesenhados e apresentam formato mais envolvente, com laterais que procuram oferecer melhor sustentação ao corpo nas curvas.

O revestimento dos bancos traz identificação Abarth em destaque, desenho do escorpião em alto-relevo nos encostos e costuras vermelhas. Outra novidade importante foi o ajuste elétrico do banco do motorista, equipamento que aumenta o conforto e facilita encontrar a posição ideal de condução. Os painéis das portas receberam novos revestimentos, contribuindo para uma percepção de acabamento mais sofisticada.

O teto panorâmico é outra novidade de muito destaque. Sua presença amplia a luminosidade interna e melhora a sensação de espaço, enquanto a cortina elétrica permite controlar a entrada de luz.

O volante possui desenho específico e acabamento compatível com a proposta esportiva. A posição de dirigir é relativamente elevada para um automóvel com essa vocação, característica que acompanha a arquitetura de SUV compacto. Ainda assim, os bancos e os ajustes disponíveis permitem encontrar uma posição adequada para uma condução mais confortável.

A evolução tecnológica merece atenção, porque o Pulse Abarth 2026 não procura oferecer somente desempenho. O painel de instrumentos é totalmente digital, com tela de sete polegadas e grafismos exclusivos da divisão esportiva.

Além das informações convencionais, permite visualizar dados relacionados ao funcionamento do motor, como pressão do turbocompressor, potência e força G no momento. São informações que ajudam a compreender o comportamento do automóvel durante uma condução mais esportiva.

A central multimídia possui tela de 10,1 polegadas e oferece conectividade com smartphones, além da plataforma de serviços conectados Fiat Connect Me. O carregador de celular por indução, com ventilação, também faz parte do “pacote”.

Entre os demais equipamentos estão:

  • Ar-condicionado digital automático.
  • Sistema de entrada sem chave.
  • Partida remota do motor.
  • Sensor de chuva.
  • Acendimento automático dos faróis.
  • Retrovisor interno eletrocrômico.
  • Câmera de ré.
  • Sensores de estacionamento dianteiros e traseiros.
  • Teto panorâmico com cortina elétrica.

É uma lista bastante abrangente para um SUV compacto de proposta esportiva.

A lista de itens de segurança também recebeu atenção. O Pulse Abarth oferece recursos de assistência à condução que incluem frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa e a interessante comutação automática dos faróis.

A frenagem autônoma utiliza sensores para identificar situações de risco de colisão frontal e pode atuar sobre os freios quando necessário. O alerta de saída de faixa monitora a trajetória do veículo e avisa o motorista quando identifica uma mudança involuntária de faixa.

O conjunto inclui ainda quatro airbags, sendo dois frontais e dois laterais, para também proteger a região da cabeça dos ocupantes dianteiros.

É importante observar que a lista de recursos e equipamentos não inclui todos os encontrados em SUVs mais sofisticados. Não há, por exemplo, controlador adaptativo de velocidade de cruzeiro. Ainda assim, a presença de frenagem autônoma e assistente de faixa representa um avanço importante em relação às versões mais simples do Pulse.

Vamos ao que interessa: abda bem? Com 185 cv e 27,5 mkgf, o Pulse Abarth apresenta números bastante expressivos para um SUV compacto. Nas nossas medições, acelerou de zero a 100 km/h em 7,2 segundos, quando abastecido com etanol, e alcançou a velocidade máxima de 217 km/h.

Com gasolina, o tempo de aceleração passa para aproximadamente oito segundos, enquanto a velocidade máxima declarada é de 214 km/h.

A relação peso-potência é de aproximadamente 6,9 kg/cv, considerando os 1.293 kg em ordem de marcha. É um número que ajuda a explicar a disposição do modelo nas acelerações; na velocidade máxima o peso não interfere.

A disponibilidade de torque em baixa rotação também favorece as retomadas, reduzindo a necessidade de manter o motor constantemente em rotações elevadas. A transmissão automática Aisin (código Aisin TF72-SC) trabalha para aproveitar essa característica, proporcionando respostas convincentes em diferentes situações.

“Cavalo come, cavalo anda”, nos disse certa vez o saudoso Chico Landi. Naturalmente, o desempenho tem consequências sobre o consumo. O motor 1.3 turbo flex oferece potência consideravelmente superior à encontrada nas versões convencionais, mas não apresenta a mesma vocação para economia, o que é bastante lógico. Segundo nossos números, os resultados são:

CombustívelCidadeEstrada
Gasolina11,5 km/l12,9 km/l
Etanol8,8 km/l10,1 km/l

São números que devem ser considerados dentro da proposta do veículo. O Pulse Abarth não foi desenvolvido nem calibrado prioritariamente para estabelecer recordes de economia, mas para proporcionar desempenho e prazer ao volante. O sistema Start/Stop contribui para reduzir o consumo em determinadas condições de utilização urbana.

Apesar de sua proposta esportiva, o Pulse Abarth conserva as dimensões básicas do modelo convencional.


Característica
Fiat Pulse Abarth 2026
Comprimento4.129 mm
Largura1.777 mm
Altura1.546 mm
Distância entre-eixos2.532 mm
Altura mínima do solo18, 8 cm
Peso em ordem de marcha1.293 kg
Porta-malas370 litros
Tanque de combustível45 litros
Pneus215/45 R18
Potência máxima185 cv
Torque máximo27,5 mkgf
CâmbioAutomático de seis marchas
TraçãoDianteira

É interessante observar que a diferença entre as versões vai muito além do motor. O Pulse convencional é um SUV compacto desenvolvido para atender a diferentes perfis de consumidores, priorizando conforto, economia, praticidade e versatilidade.

O Abarth, por sua vez, parte dessa arquitetura e recebe um conjunto de modificações que alteram substancialmente sua personalidade. Colocados lado a lado, os menos atentos não vão identificar que o desenho é o mesmo.

ItemPulse T200Pulse Abarth 2026
Motor1.0 turbo, três cilindros1.3 turbo, quatro cilindros
Potência com etanol130 cv185 cv
Torque20,4 mkgf27,5 mkgf
TransmissãoCVTAutomática de seis marchas
SuspensãoCalibração convencionalCalibração esportiva
DireçãoAssistência elétricaCalibração específica Abarth
RodasAté 17 polegadas18 polegadas
PneusConforme versão215/45 R18
Freios dianteirosDiscosDiscos ventilados de 305 mm
Modos de conduçãoConforme versãoSport, Manual e Poison

A diferença de desempenho é evidente, mas o aspecto mais interessante está na integração dos componentes. Motor, transmissão, suspensão, direção e gerenciamento eletrônico foram desenvolvidos para trabalhar integrados, em conjunto. É justamente essa integração que diferencia um esportivo de verdade de uma versão convencional equipada apenas com acessórios de aparência.

Conclusão

O Fiat Pulse Abarth continua sendo uma das propostas mais interessantes não só entre os SUVs compactos vendidos no Brasil, mas também entre todos os carros nacionais (e alguns importados) para quem procura desempenho.

A atualização da linha há um ano não trouxe alterações profundas na mecânica, mas acrescentou equipamentos importantes e melhorou a apresentação visual e o acabamento interno.

O motor T270 permanece como principal argumento de compra. Seus 185 cv e 27,5 mkgf proporcionam desempenho muito superior ao das versões convencionais, enquanto o câmbio automático de seis marchas e o acerto específico de suspensão ajudam a transformar essa potência em agradável comportamento dinâmico.

A chegada das rodas de 18 polegadas, do banco com regulagem elétrica e do teto panorâmico também amplia o apelo do modelo, aproximando-o de um SUV mais sofisticado. Há, evidentemente, aspectos que poderiam evoluir, especialmente na oferta de equipamentos de segurança e na utilização de freios a disco nas quatro rodas. Mas o conjunto está correto e tem méritos importantes.

O Pulse Abarth não pretende ser apenas um SUV compacto com aparência esportiva. Sua proposta é oferecer uma experiência de condução diferente, com respostas rápidas, motor potente e sempre disposto e comportamento mais próximo de um hatch esportivo do que de um SUV.

Custa R$ 162,5 mil e não tem opcionais. É disponível em quatro cores, sendo que três alteram o preço final para mais: Preto Vulcano (sólida), sem custo adicional sobre o valor de tabela; Branco Banchisa (com teto Preto Vulcano), valor adicional; Cinza Strato (a cor do modelo avaliado, com teto Preto Vulcano), valor adicional e a quase obrigatória Vermelho Montecarlo (com teto Preto Vulcano), também com valor adicional.

A filosofia da marca do escorpião continua presente. E, mesmo sem receber uma transformação mecânica -desnecessária, diga-se de passagem- na linha 2026, o simpático esportivo ainda tem veneno suficiente para justificar sua identidade.



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