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Corvette: nada de SUV, elétrico ou submarca. A GM cancelou tudo…

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Se você lembra dos boatos de que a GM iria expandir a linha Corvette, com uma nova submarca que traria ao mercado uma “família” de modelos e estilos de carroceria associados ao esportivo, esqueça. As últimas notícias esclarecem quais eram esses planos e o que aconteceu com eles.

da Redação

Caso você não tenha acompanhado com mais atenção essa história, aqui vai um curto resumo: as notícias que começaram a circular em 2022 indicavam que a General Motors estava planejando lançar um sedã e um SUV elétricos da linha Corvette em 2025 ou 2026. Os planos representariam a expansão mais ambiciosa da história do modelo, indo muito além das mudanças na localização do motor que acompanharam a transição do Corvette C7 com motor dianteiro para o C8 com motor central. Passou 2025, 2026 está acabando, e nada.

Conforme apuramos com fontes que estavam envolvidas com esse assunto, os planos da GM realmente estavam direcionados para a criação de uma submarca ou uma “família Corvette”, o que incluía inicialmente os dois veículos adicionais além do C8.

O primeiro seria um SUV Corvette totalmente elétrico, com o código interno do projeto V224, e o segundo seria um carro esportivo elétrico de duas portas, com o codinome V284. Um terceiro modelo também estava nos planos, como parte da proposta de expansão do Corvette como marca, talvez um sedã fastback de quatro portas. A este modelo a GM atribui a identificação do projeto como V285.

Todos estes veículos estavam sendo planejados para utilizar a plataforma GM BEV Prime, arquitetura desenvolvida para acomodar veículos elétricos a bateria, todos premium e de alto desempenho. Os potenciais benefícios financeiros de tal plano eram interessantes para a empresa. Em novembro de 2019, analistas do setor automotivo já projetarvam que uma submarca independente do Corvette poderia eventualmente valer até US$ 12 bilhões.

A ideia era seguir os passos de diversificação aplicados pela Porsche, o exemplo mais claro de como essa estratégia de expansão pode funcionar, e bem. Embora a marca alemã tenha construído sua reputação em torno do antológico 911, e depois crescido sua linha com a oferta de outros carros esportivos com o Boxster e o Cayman (agora 718), a Porsche desde então ampliou sua linha de produtos, que inclui os SUVs Macan e Cayenne, o sedã de luxo Panamera e sua wagon Sport Turismo, além do Taycan totalmente elétrico. Isso tudo somado salvou a montadora alemã.

A estratégia dos alemães foi um enorme sucesso comercial, com os modelos utilitários da Porsche superando em muito as vendas de seus carros esportivos. Isso, por sua vez, forneceu o dinheiro necessário não apenas para continuar produzindo os seus carros esportivos, mas também para aprimorá-los. Uma expansão nesses moldes permitiria à GM alcançar mais compradores, que apreciam o desempenho típico dos Corvette mas preferem a praticidade de um SUV ou de um sedã de quatro portas. Até a Ferrari escolheu esse caminho…

Conservadora nos momentos errados, nossos contatos internos da General Motors nos Estados Unidos informaram que a montadora arquivou os planos de desenvolvimento e expansão da linha Corvette e, por tabela, das variações adicionais citadas antes. Embora não se saiba com precisão o motivo da decisão da marca, estima-se que o desempenho de vendas muito abaixo do esperado dos veículos elétricos da General Motors tenha contribuído com maior peso para isso.

Essas más notícias significam que a GM encerrou seus planos de crescimento do Corvette como marca e/ou maior oferta de produtos. A ideia de um modelo elétrico de duas portas com o nome Corvette também morreu, mas ainda tem defensores dentro da GM, apesar de não haver no momento mais nenhum nenhum programa ativo de desenvolvimento desse veículo. Assim, por hora, a expansão da linha Corvette está descartada, sabe-se lá se de maneira definitiva, pois os sinais vitais seguem preservados em algum canto da empresa..


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