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Novo Jeep nacional já em produção: Avenger tem marca americana e base francesa. Confira

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Como as vendas de Peugeot e Citroën estão inexplicavelmente baixas, a estratégia de usar a fábrica do Rio de Janeiro se torna ainda mais importante para não só aproveitar como também justificar os investimentos feito naquele local. O Polo Automotivo Stellantis em Porto Real fabrica atualmente modelos compactos da Citroën, como o C3 e os SUVs Aircross e Basalt. Futuramente, uma variação do Avenger com a marca Fiat poderá ser feita ali também. A fábrica fluminense recebeu um polpudo investimento, de R$ 3 bilhões, planejado para o período de 2025 a 2030, para viabilizar a produção do novo Jeep. Com isso, o Brasil se tornará o segundo ponto de produção do Avenger no mundo; hoje ele é fabricado exclusivamente em Tychy, na Polônia.

NOME CONHECIDO

Antes, uma curiosidade: o nome “Avenger” é velho conhecido dos fãs dos Chrysler, e foi utilizado principalmente em três contextos diferentes na história do automotiva, envolvendo carros da Dodge, Hillman e, mais recentemente, Jeep.

Os principais veículos que usaram esse nome, além do atual Jeep Avenger lançado em 2023, foram o Dodge Avenger (1995-2000 e 2008-2014). Entre 1995 e 2000 o Avenger foi um cupê de duas portas produzido pela Dodge em colaboração com a Mitsubishi. e entre 2008 e 2014 o nome foi reintroduzido em um sedã Dodge de quatro portas de porte médio.

Já o Hillman Avenger (1970-1981) foi um carro familiar compacto produzido pela subsidiária britânica do Grupo Rootes (que depois passou para a Chrysler e depois para a PSA/Stellantis). Este mesmo carro foi comercializado como Dodge Avenger em alguns mercados, como a África do Sul.

De volta ao Jeep, apesar de ser o menor modelo já produzido pela marca anos tempos modernos, com  4,08 metros de comprimento, o Avenger mantém a identidade visual da marca, que faz muito sucesso. Em termos de história, o clássico Willys da Segunda Guerra Mundial era muito mais curto, com cerca de 3,32 metros de comprimento.

DETALHES

O desenho do Avenger remete assim ao legado off-road da marca. A tradicional grade de sete fendas tem detalhes iluminados, as lanternas traseiras tem a lente em formato de “X” (inspirada nos galões de combustível antigos, que viviam pendurados nos Jeep) e, para seguir com o “jeitão de Jeep”, as caixas de rodas são bem “quadradinhas” e os para-choques se destacam no desenho, comprometidos com bons ângulos de ataque e saída e altura do solo elevada. O cuidado com o visual inclui teto com pintura contrastante, racks de teto funcionais e rodas de liga-leve de 18 polegadas na versão topo de linha, com detalhes em acabamento diamantado (abaixo).

Na aparência o Avenger está bem cuidado e atualizado. E na parte mecânica? A grande maioria dos conjuntos MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle), ou híbrido leve, traz um motor-elétrico (gerador) que adiciona uma dose de torque ao motor térmico, sendo este o único que movimenta as rodas. Por isso, os híbridos leves não funcionam só com tração em modo elétrico. 

No caso do novo Jeep, a Stellantis evoluiu seu sistema em outros mercados, onde um motor elétrico de 48V fica no interior da caixa de câmbio. Isso permite desconectar o motor a gasolina e girar as rodas em manobras de estacionamento ou em trânsito carregado. Para o Brasil, para refrear os custos e preço final, a marca optou pela manutenção do câmbio CVT de seis marchas, usado em alguns produtos da Stellantis. Essa caixa não tem espaço para o motor elétrico interno, e assim sistema híbrido leve de 12V da Stellanis continua funcionando com correia (BSG), igual ao já usado nos Fiat.

Jeep Avenger 2027

Assim, na parte mecãnica teremos o conhecido motor T200, 1.0 turboflex de três cilindros, que atualmente tem até 130 cv de potência e 20,4 mkgf de torque, máximos. Ao que tudo indica, haverá uma redução de potência, para atender as novas normas de emissões que estão chegando e que entrarão em vigor em janeiro de 2027.

MENOS POTÊNCIA

Hoje, a potência é de 130 cv com etanol e 125 cv com gasolina. No Avenger, a potência será sempre de 116 cv, não importando o combustível usado. Já o torque — de 20,4 mkgf — deverá ser mantido com qualquer combustível.

Na transmissão, o conjunto será acoplado ao câmbio automático do tipo CVT que simula sete marchas, o mesmo disponível nos modelos da Citroën equipados com o motor 1.0 Turbo 200, como o Aircross 2026 (Feel 7 e a topo de linha XTR) e no Citroën C3 YOU! 2026.

A Jeep lançará o Avenger 2027 com visual atualizado. A sua chegada ao Brasil -provavelmente em julho- será quase simultânea e alinhada ao modelo europeu, que irá estrear o visual renovado. A versão de entrada do Jeep Avenger 2027 será a Altitude, seguida da Longitude (intermediária) e da Sahara (topo de linha). 

Jeep Avenger vai chegar ao mercado com a tecnologia híbrida-leve, como vimos antes, onde um pequeno motor elétrico auxilia o motor a combustão em acelerações, reduzindo o consumo de combustível, recarregando a bateria do sistema nas frenagens. Ainda não foram confirmada versões de entrada sem o sistema. Também não foi confirmado na versão mais completa do Avenger o uso do motor T270 1.3 turboflex de 185 cv, o que permitiria desempenho superior ao dos concorrentes.

Preço

O Jeep Avenger chega para agregar mais um modelo à marca no Brasil, que já conta com Renegade, Compass e Commander, posicionado abaixo do Renegade. Com sua carroceria curta, distânica entre-eixos de 2,56 m e porta-malas de 380 litros (maior que o do Renegade) seu foco será o comprador de SUVs menores, de características mais urbanas.

SEGURANÇA

Em termos de segurança, desde a versão de entrada o Jeep Avenger 2027 terá seis airbags de série, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, freios ABS com EBD e discos nas quatro rodas. Ele também contará com ADAS Nível 2, que traz uma impressionante “sopa de letrinhas” ACC (Piloto automático adaptativo), AHB (Comutação automática dos faróis), DDT (Detector de fadiga do motorista), LDW (Aviso de troca de faixas), FCW + PEB (Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência e detector de pedestres e ciclistas), BSM (Monitoramento de ponto cego), TSR (Reconhecimento de placas de trânsito) e RCM (Detector de tráfego cruzado na traseira), entre outros recursos.

Embora a Jeep ainda não tenha divulgado, claro, os preços do Jeep Avenger, os concessionários da marca projetam algo entre R$ 110 mil e R$ 150 mil, o que é muito competitivo, ainda mais pela marca que ostenta. Para evitar canibalização, a Jeep já tirou do catálogo a versão de entrada do Renegade, que custava cerca de R$ 120 mil, abrindo espaço para que o Avenger seja a a base da pirâmide do mundo dos Jeep no Brasil.


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