Técnica/Tecnologia

Segurança ativa e passiva: o que significam

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A tecnologia que atua silenciosamente no seu carro sempre que você dirige é algo muito mais complexo do que você imagina, e compreendê-la pode mudar a forma como você toma decisões ao volante. Existem sistemas presentes no seu carro há décadas e que a maioria dos motoristas não sabe como diferenciar ou mesmo identificar, mesmo que já os tenham notado em seus próprios carros em algum momento.

Se você está pensando em trocar de carro ou simplesmente quer saber qual o nível de proteção que se tem disponível atualmente, AUTO&TÉCNICA oferece aqui uma visão completa para que você não se confunda com equipamentos de segurança. E quando você chegar aos atuais sistemas ADAS, vai repensar se realmente sabe para que serve cada componente do seu carro.

por Marcos Cesar Silva

Dirigimos por instinto. Entramos no carro, giramos a chave, afivelamos o cinto de segurança, colocamos as mãos no volante e começamos a dirigir sem pensar duas vezes. No entanto, sob o capô e mesmo no interior do seu carro, existe uma enorme lista de tecnologias trabalhando para você, com o único propósito de proteger sua vida. Esse escudo protetor se divide em duas partes: segurança ativa e segurança passiva.

Esqueça o termo técnico chatinho; diferenciá-las é muito mais fácil do que parece. AUTO&TÉCNICA explica isso passo a passo, com situações que todos nós já enfrentamos. Dessa forma, em sua próxima viagem, você entenderá o panorama completo do que está protegendo você ao dirigir seu carro.

Segurança ativa: aquela que tenta evitar um acidente.

A segurança ativa engloba tudo o que foi projetado pelos engenheiros e técnicos das marcas para evitar que um acidente aconteça. É a sua primeira linha de defesa, agindo antes que qualquer coisa ocorra para mantê-lo em segurança. Pense nisso como uma rede de sistemas que ajudam a manter o controle do carro e a reagir a tempo a qualquer imprevisto.

Exemplos práticos de segurança ativa

Você provavelmente já ouviu falar de alguns desses sistemas que listamos a seguir. Eles são os mais comuns e, mesmo que você não os veja, estão lá para te ajudar:

  • ABS (Sistema Antibloqueio de Freios ): Você já precisou frear bruscamente e sentiu o pedal vibrar? Isso é o ABS em ação. Ele impede o travamento das rodas , permitindo que você continue dirigindo para evitar o obstáculo enquanto freia com força.
  • ESP (Programa Eletrônico de Estabilidade): Imagine que você entra em uma curva muito rápido e o carro começa a derrapar. O ESP detecta essa perda de aderência e reage instantaneamente, freando a roda apropriada e reduzindo a potência do motor para ajudar você a recuperar o controle e evitar sair da estrada.
  • Sistemas ADAS: ADAS significa “Advanced Driver-Assistance Systems” (ou Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista). São recursos modernos de assistência ao motorista (veja abaixo) que muitos carros agora incluem. A frenagem automática de emergência, por exemplo, detecta se você está se aproximando muito rápido de um carro à frente e, se você não reagir, freia automaticamente para evitar uma colisão. Outro exemplo é o alerta de saída de faixa, que avisa se você estiver saindo da sua faixa sem usar a luz indicadora de direção (pisca ou seta…) — muito útil quando o cansaço começa a aparecer. São câmeras, radares, sensores, chips, unidades de controle e processadores trabalhando a seu favor.

E não nos esqueçamos dos elementos mais básicos, mas igualmente importantes: os pneus, que são o único ponto de contato com o asfalto; os freios, que nos permitem parar o veículo a tempo, e uma boa iluminação, ajuda a ver e a ser visto.

Segurança passiva: proteção caso a colisão seja inevitável.

Às vezes, apesar de todos os sistemas de segurança ativa presentes no carro, um acidente é inevitável. É aí que entra em ação a segurança passiva. Seu objetivo não é mais impedir o impacto, mas sim proteger os ocupantes depois que ele ocorre, minimizando a gravidade dos ferimentos. É a sua “armadura”.

Exemplos práticos de segurança passiva

Esses são os elementos que todos conhecemos e que, embora esperemos nunca precisar usar, são os que realmente podem salvar vidas em um acidente grave.

  • Cinto de segurança: É, de longe, o item de segurança passiva mais importante. Seu uso reduz o risco de morte em um acidente em até 90%. Sem ele, nenhum outro sistema funciona corretamente. Tem como função restringir o seu impacto, para que você não seja ejetado do veículo ou se choque com componentes internos.
  • Airbags : Em milésimos de segundo, eles inflam para criar uma almofada que absorve o impacto da sua cabeça e tronco contra o volante, painel ou vidros. São o complemento perfeito para o cinto de segurança.
  • Carroceria e vidros: A estrutura do carro é projetada com áreas que se deformam de maneira programada para absorver a energia de uma colisão, protegendo a célula de segurança, que é o habitáculo. Os vidros, por sua vez, recebem tratamento para evitar que se estilhacem em fragmentos cortantes.
  • Encosto de cabeça : Ele não serve para apoiar a sua cabeça enquanto dirige, mas sim para evitar o temido efeito “chicote” em caso de colisão traseira. O ajuste correto, na altura dos olhos, é fundamental.

A principal diferença

Para deixar tudo bem claro, vamos pensar em um exemplo. Você está dirigindo e um carro atravessa a rua à sua frente. Se o seu carro tiver um sistema de frenagem automática de emergência que detecta o outro veículo e freia antes de atingi-lo, esse sistema é um recurso de segurança ativa: ele evitou o acidente.

Por outro lado, se o sistema for insuficiente e ocorrer uma colisão, o carro irá reduzir a velocidade ou até parar, os airbags serão acionados, o motor desligado, os piscas acionados e o cinto de segurança impedirá que você se choque com o volante. Todos esses elementos são recursos de segurança passiva: eles reduzem as consequências do impacto.


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