A&T Files

AUTO&TÉCNICA FILES #131 – Ford Escort 1988

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Após a reestilização em 1987, que trocou a carroceria de MK3 para MK4, eliminou a grade frontal tradicional e introduziu os para-choques envolventes em polipropileno, a linha Ford Escort chegou ao ano de 1988 focada no refinamento e na consolidação de mercado.

por Rubens Caruso Junior

Já sob as diretrizes da Autolatina — holding recém-formada entre Ford e Volkswagen —, a linha apostou no amadurecimento mecânico de seus motores CHT 1.6, reconhecidos pela alta economia e torque em baixas rotações.

Internamente, o Escort entregava um dos acabamentos mais sofisticados do País, incluindo opções como o lendário relógio digital no teto e bancos que priorizavam o conforto nas versões L, GL e na luxuosa Ghia. Essa fórmula equilibrada manteve o modelo altamente competitivo: estimativas do setor apontaram que o Escort fechou aquele ano como o terceiro veículo mais vendido do Brasil, superando a expressiva marca de 68 mil unidades emplacadas.

O hatch da Ford provou que, mesmo às vésperas de receber os motores AP da parceira alemã, sua identidade tecnológica própria e apelo estético fariam história.

AUTO&TÉCNICA resgatou de seus arquivos os quatro catálogos abaixo. Curioso observar que todos tinham motorização 1.6, com potência de 73,7 cv (álcool) ou 75,1 cv (gasolina), mas o XR3 tinha somente motor a álcool com 85,5 cv. Já a capacidade do tanque de combustível era de 65 litros, exceto no Escort L, com apenas 48 litros.

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