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Bernie Ecclestone vai vender a sua coleção de 69 carros de Fórmula 1

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O valor da incrível coleção de carros de Fórmula 1 de Bernie Ecclestone, ex-chefão da categoria, deve ser algo estratosférico. O britânico é uma das figuras mais conhecidas do mundo da Fórmula 1, do qual faz parte há mais de meio século. Ao longo destas cinco décadas, teve a oportunidade de reunir aquela que é considerada a melhor e mais valiosa coleção de automóveis de competição do planeta. Traz diversos modelos que remetem a pilotos brasileiros, como José Carlos Pace e Nelson Piquet.

por Ricardo Caruso

Ferrari 312T

São exatos 69 carros, numa lista que inclui diversos ícones que atravessaram sete décadas de história do automobilismo. Muitos desses carros conquistaram campeonatos ou ajudaram os seus pilotos a somar vitórias, e agora estão todos à venda.

"Carro-ventilador" da Brabham colocado à venda por Ecclestone — Foto: Divulgação/Tom Hartley Jr.
O polêmico ventilador traseiro da Brabham, recurso que foi banido.

Com 94 anos de idade, Ecclestone afirma: “Adoro todos os meus carros, mas chegou o momento de começar a pensar no que pode acontecer quando eu não estiver por aqui, e é por isso que quero vendê-los”. Confira no vídeo abaixo:

Entre os 69 automóveis, a preferência pelas Ferrari é evidente. Entre os melhores exemplos está, por exemplo, a 375 F1 que venceu o GP da Itália, pilotado por Alberto Ascari, mas também o emblemático “Thin Wall Special”, primeira Ferrari a derrotar uma Alfa Romeo. Além destes, há uma 312 F1, que é considerado pela própria Ferrari como o Fórmula 1 mais original da sua época, mas também carros que levaram pilotos como Michael Schumacher, Niki Lauda ou Mike Hawthorn a conquistar títulos mundiais.

A BT 45 Alfa Romeo, usada entre 1976 e 1978, também pilotada por Pace em 1976 e 1977.

Outra das marcas em grande destaque na coleção é a Brabham, que teve Bernie Ecclestone como proprietário entre 1971 e 1988. Graças a isso, a sua coleção inclui exemplares que raramente foram exibidos desde que foram aposentado. Entre eles está, por exemplo, a histórica BT 44B, com a qual o piloto brasileiro José Carlos Pace venceu o GP do Brasil de 1975, a BT46B com que Niki Lauda venceu o GP da Suécia de 1978 e que viria a ser descartada devido a uma controversa vantagem técnica na forma de um ventilador traseiro e a BT 45 que a equipe usou em 1976, 1977 e 1978, pilotada nos dois primeiros anos por Pace.

A histórica Brabham BT 44B com motor Ford Cosworth, que levou José Carlos Pace à vitória no GP do Brasil de 1975. Merecia ser trazida para uma coleção aqui no Brasil. Quem se habilita?

Sempre que se tenta descobrir o valor da coleção de Bernie Ecclestone, a melhor resposta é sempre “incalculável”. Dada a raridade e o simbolismo de cada um desses carros, o resultado da venda pode chegar a valores assustadores. Até as previsões são confidenciais, mas é possível que chegue perto ou mesmo supere R$ 1 bilhão.

A Brabham BT 52 B, uma das duas construídas, que deu o segundo título a Nelson Piquet.

Passando por exemplares como a BRM V16 Mark II, a Maserati 250F ou o Vanwall VW10 —primeiro carro britânico a vencer um GP e um Campeonato de Construtores—, há muitas outras relíquias da história do automobilismo.

The Ecclestone Grand Prix Collection
É ou não para morrer de inveja?

Para Tom Hartley Jr., o especialista que está encarregado da venda da coleção de Ecclestone, esta é uma oportunidade única e sem precedentes para os colecionadores. “Nunca houve uma coleção como esta à venda. Seria magnífico vê-la novamente em ação nas pistas”, afirmou.

Ferrari alimentada por um motor 4.5V12. O chassi 5 é o carro que levou Alberto Ascari à vitória no GP da Itália de 1951 em Monza; é um dos dois únicos sobreviventes originais do modelo.


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