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GMA T.50s Niki Lauda: o supercarro que humilhou os modelos da GT3

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O GMA T.50s Niki Lauda foi ao Bahrain fazer o seu teste de aprovação de produção. Saiu de lá sendo sete segundos mais rápido do que qualquer modelo da categoria GT3 no mesmo traçado. As letrinhas GM de seu nome nada tem a ver com a sorumbática marca americana. Significa Gordon Murray, lendário projetista da Fórmula 1. O GMA T.50s ‘Niki Lauda’ é não só a versão destinada às pistas do T.50, mas também uma homenagem ao saudoso piloto austríaco com o qual Gordon Murray trabalhou na Brabham na Fórmula 1.

por Ricardo Caruso

GMA T.50s no circuito do Bahrein com labaredas a sair do escape

Levando o sobrenome “Niki Lauda”, esta versão do GMA T.50s  não foi criada para atender a regulamentos nem para quebrar recordes oficiais. O supercarro foi criado para algo bem mais simples: proporcionar a melhor experiência possível em pista. Mas para receber a aprovação de produção, tinha que enfrentar um desafio em particular: ser mais rápido que um carro da GT3 em circuito. E foi precisamente isso que fez no Circuito Internacional do Bahrain, antes do início dos conflitos, pista escolhida propositalmente pelas exigências térmicas e mecânicas que impõe aos carros.

O piloto de testes da GMA, Dario Franchitti —apenas tetracampeão da Indycar— completou a melhor volta em 1m53.03s, mais de sete segundos mais rápido do que a referência estabelecida para carros da categoria GT3 neste traçado. Uma marca notável para este carro exclusivo para circuitos, ao contrário do T.50 “normal”, homologado para uso em ruas e estradas.

Do T.50, o “Niki Lauda” herda a posição central de condução e o mesmo motor 3.9V12 aspirado, que na versão de pista tem 772 cv de potência máxima a 11.500 rpm, mais 109 cv que o carro de rua. A caixa de câmbio é sequencial, o conjunto todo pesa menos de 900 kg e a aerodinâmica revisada garante cerca de 1.200 kg de downforce (força descendente).

O “Niki Lauda” utiliza aerofólio e spoilers aerodinâmicos ativos, que operam em conjunto com o ventilador aerodinâmico montado na traseira do carro. A funcionalidade aerodinâmica ativa e do ventilador depende do modo selecionado pelo piloto, que é fornecido em seis predefinições disponíveis. O desenho aerodinâmico mais a assistência do ventilador permite aumento de 30% na força descendente quando um modo de “Alta Força Descendente” é selecionado, canalizando o ar por meio de dutos aerodinâmicos perpendiculares ao fluxo de ar sob o carro, proporcionando alto efeito de sucção em direção ao solo. Além disso, durante a frenagem, o T.50 proporciona 100% de downforce adicional, estendendo os spoilers ativos para um ângulo de ataque de 45 graus e utilizando dutos difusores. O T.50 também pode alcançar reduções no arrasto selecionando os modos predefinidos especializados “Streamline” e ‘Vmax’, permitindo uma redução de 12,5% no arrasto total

Resultado? Um supercarro que existe numa espécie de zona nebulosa entre carro de rua e o modelo de competição. E que consegue ser mais rápido que um modelo da GT3 em circuito.

Será produzido em apenas 25 exemplares, que estarão prontos e entregues até o final deste ano. O preço estimado é de US$ 4,1 milhões, ou R$ 21,5 milhões…


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