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TESTE: Jeep Compass Serie S T270

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O Jeep Compass é o SUV médio mais vendido do mercado brasileiro. O modelo chegou em setembro de 2016, como o terceiro produto da fábrica da então FCA (Fiat Chrysler Automobiles), hoje Stellantis, em Goiana, PE. Depois do Jeep Renegade e da picape Fiat Toro, o Compass, o SUV médio da marca, tinha como alvo concorrer com modelos como Toyota RAV4, Honda CR-V, Hyundai IX35, Kia Sportage e Mitsubishi ASX, entre outros. A novidade chegou com quatro quatro versões de acabamento, duas de motores e duas de tração.

por Ricardo Caruso

Sucessor do modelo norte-americano de mesmo nome e de geração que nunca teve vendas marcantes no Brasil, o Compass (bússola, em inglês) nasceu para ser vendido em mais de 100 mercados e produzido também em outros países. Do irmão menor Renegade ele aproveitou a plataforma básica, o motor a diesel e alguns componentes mecânicos e internos, mas suas maiores dimensões e a oferta de motor flex 2.0 (no Renegade era usado um 1.8) foi suficiente para colocá-los em posições diferentes no mercado, para evitar canibalização.

A diferença começou no visual, pois enquanto o Renegade trazia alguma inspiração no Wrangler e outros modelos Jeep do passado, como faróis circulares e lanternas traseiras quadradinhas, o Compass trouxe mais proximidade com o Grand Cherokee. Chamou atenção a largura das colunas, que acrescentou a sensação de solidez ao visual e contribuiu para a maior rigidez da carroceria.

Quase 10 anos se passaram, e o Jeep Compass hoje é um raro caso, quando um modelo mais sofisticado e caro vende mais do que carros menores e mais baratos. Com o tempo e compartilhamento de peças e motores com outros modelos do grupo Stellantis, teve sua manutenção simplificada, ampliou a lista de versões e opções e está disponível com motorização flex aspirada e turbo, diesel e híbrido plug-in. Mantém impressionante capacidade de vendas e no ano passado teve comercializadas 50.046 unidades, o que significa a 11ª posição no ranking geral de vendas. Seu maior concorrente é o Toyota Corolla Cross, que teve 47.784 unidades vendidas em 2024. AUTO&TÉCNICA traz os principais detalhes de cada uma das versões que a marca preparou para este ano de 2025.

O Jeep Compass S que AUTO&TÉCNICA avaliou aqui é a versão mais sofisticada do SUV equipado com motor 1.3 de quatro cilindros; é fabricado em Goiana (PE), e o modelo se consolidou como referência de vendas no Brasil entre os SUVs. Voltado para quem busca luxo, tecnologia e estilo esportivo, o Compass S entrega um pacote quase premium dentro do segmento. AUTO&TÉCNICA avaliou o modelo em diferentes condições para verificar como ele se comporta no trânsito do dia a dia e nas estradas (e fora delas). O preço é de R$ 236.990.

O Compass S chama atenção pelo acabamento escurecido e detalhes exclusivos. A grade dianteira em preto fosco, as rodas de 19 polegadas em grafite fosco e os logotipos em tom escuro reforçam a pegada esportiva. O visual transmite sofisticação sem perder a robustez e disposição típica dos carros da Jeep. Na traseira, o visual segue discreto, mas elegante, com amplas lanternas em LED de desenho horizontal. É um SUV que se destaca no trânsito, mas sem exageros.

O acabamento do Compass S é um dos seus pontos fortes. O painel é revestido em material macio ao toque, com costuras aparentes e detalhes em preto brilhante. Os bancos são de material sintético que imita couro com ajuste elétrico e memória para o motorista. O espaço interno é bom para quatro adultos viajarem confortavelmente, embora o assento traseiro central seja — como é normal — o mais sacrificado. O porta-malas de 410 litros é suficiente para a proposta do carro, mas é um pouco menor que alguns concorrentes. O isolamento acústico merece destaque: mesmo em velocidade elevadas, o Compass mantém a cabine silenciosa, o que se traduz em conforto ao rodar.

Em termos de recursos e mimos, o Jeep Compass S é um verdadeiro show de tecnologia. Ele vem equipado com:

  • Central multimídia com tela de 10,1 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio
  • Som premium Harman Kardon de nove alto-falantes mais subwoofer
  • Painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas configurável
  • Assistentes de condução avançados (ADAS), incluindo piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e detector de pontos cegos, entre outros
  • Carregador de celular por indução
  • Câmera 360° com excelente definição

Com isso é, sem dúvida, uma das cabines mais modernas da categoria.

O Compass S é equipado na sua linha 2025 com o motor GSE 1.3 Turbo Flex (T270): 185 cv no etanol (180 cv na gasolina) e 27,5 mkgf, câmbio automático de seis marchas e tração 4×2. É um powertrain bastante equilibrado, que oferece força em baixa rotação e boa autonomia. O T270 acelera de zero a 100 km/h em  8,8 segundos e a velocidade máxima é de 205 km/h. Os números de consumo são de: 7,1 km/litro (etanol) e 10,4 km/l (gasolina) na cidade; e nas estradas, 8,7 km/l (E) e 12,1 lkm/l (G).

A direção elétrica é bem calibrada, transmitindo segurança em curvas e leveza em manobras urbanas. A suspensão independente nas quatro rodas privilegia o conforto, mas mantém a carroceria firme; as rodas são de aro 19 com pneus 235/45.

No quesito segurança, o Jeep Compass S oferece sete airbags, controles de estabilidade e tração, sistema de monitoramento de pressão dos pneus e ancoragem Isofix para cadeirinhas infantis. No Latin NCAP, o Compass obteve 5 estrelas, reforçando a confiabilidade do modelo.


CONCLUSÃO

O Jeep Compass S é hoje um dos SUVs médios mais completos do mercado nacional. Ele alia desenho ainda sofisticado, acabamento premium, pacote tecnológico avançado e boas opções de motorização. Para quem busca um SUV refinado e recheado de recursos, o Compass S é uma das escolhas mais seguras e interessantes da categoria.

Pontos fortes: acabamento interno, tecnologia embarcada, segurança, conforto e conjunto equilibrado.
⚠️ Pontos a melhorar: preço um pouco elevado, porta-malas menor que alguns concorrentes e consumo da versão flex.

Design e Estilo – Nota 9/10

Linhas modernas, grade frontal em preto fosco, rodas de 19 polegadas e detalhes escurecidos criam um visual elegante e esportivo nesta versão. O Compass S passa sensação de refinamento sem perder a identidade Jeep.


Interior e Conforto – Nota 9/10

O acabamento é premium, com materiais de qualidade e bancos revestidos de material sintético que imita couro. Espaço traseiro adequado, embora o assento central seja limitado como na maioria dos carros. O isolamento acústico é ótimo, e o porta-malas (410 litros) poderia ser maior.


Tecnologia e Equipamentos – Nota 10/10

Central multimídia de 10,1”, painel digital de 10,25”, carregador por indução, som Harman Kardon, câmera 360º e “pacote” ADAS completo (piloto automático adaptativo, frenagem de emergência, assistente de faixa, pontos cegos). É um dos carros mais tecnológicos do segmento.


Desempenho – Nota 8,5/10

É equipado com o excelente motor GSE 1.3 turbo flex de 185 cv (etanol) ou 180 cv (gasolina), 27,5 mkgf, 0-100 km/h em 8,8s (E) e velocidade máxima de 20-5 km/h. Bom para cidade e estrada.


Consumo – Nota 8/10

O consumo urbano é de 7,1 km/l (E) e 10,4 km/l (G); na estrada fizemos 8,7 km/l (E) e 12,1 km/l (G).


Segurança – Nota 10/10

Sete airbags, controles eletrônicos, monitoramento de pressão dos pneus, Isofix e nota máxima no Latin NCAP. É um dos SUVs médios mais seguros da categoria.


Custo/Benefício – Nota 7,5/10

O preço elevado (R$ 236.990) pode afastar muitos compradores, mas o “pacote” de equipamentos, a marca e o acabamento justificam boa parte do valor.


Veredito Final

Média geral: 8,9/10

O Jeep Compass S é um SUV médio sofisticado, seguro e recheado de tecnologia. Ideal para quem busca conforto e requinte em um carro nacional, mesmo custando mais caro que alguns concorrentes.


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