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14 marcas de carros de luxo que desapareceram

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Parece difícil de acreditar, mas entre o final dos anos 1800 e 1940, havia mais de 1.800 fabricantes de automóveis nos Estados Unidos. Isso mesmo, 1800!! A maioria delas eram pequenas empresas que produziram alguns modelos já apagados da memória. Mas entre elas, havia algumas marcas de luxo respeitadas e importantes naqueles tempos. No início do século XX, os Estados Unidos tinham tinha mais marcas de luxo do que a Europa mas, infelizmente, apenas algumas sobreviveram.

A maioria dessas marcas de luxo esquecidas eram empresas independentes que não conseguiram suportar os tempos difíceis da Grande Depressão ou da Segunda Guerra Mundial. Mas, até mesmo algumas marcas que faziam parte da General Motors, Ford Motor Company ou Chrysler Corporation estavam condenadas e enfrentaram um fim de vida prematuro.


por Ricardo Caruso, com MJ


AUTO&TÉCNICA
listou 10 legendárias marcas americanas de carros de luxo que não existem mais. Você pode ter ouvido falar de alguns nomes nesta lista, mas possivelmente existirá outros que você provavelmente não conhece. A maioria dos nomes desapareceu do cenário automobilístico americano antes mesmo da Segunda Guerra Mundial, mas alguns lutaram e tentaram sobreviver até meados dos anos 1970. No entanto essas marcas têm várias coisas em comum: todas são marcas de luxo americanas que fabricaram ótimos modelos que estão mortos, sepultados e esquecidos. O Brasil também coleciona marcas que desapareceram. Não eram carros exatamente luxuosos, mas foram os primeiros produtos de nossa indústria automotiva: DKW Vemag, Willys, Chrysler, Romi, Puma e Simca.

Esta lista que apresentamos cobre a soberba esquecida daqueles fabricantes americanos de carros de luxo há muito tempo perdidos na história. A maioria dos fãs de carros respeita e aprecia esses veículos e alguns até gostariam de vê-los retornar algum dia. Mas isso dificilmente acontecerá. Confira:

1. Edsel

A história do Edsel é um dos maiores fracassos comerciais no mercado automobilístico, mesmo para os padrões atuais. No final da década de 1950, a Ford lançou a Edsel. Era uma marca de luxo baseada nos modelos Ford e Mercury, que buscavam concorrer com Oldsmobile e Buick. A ideia era viável, então a Ford investiu mais de US$ 400 milhões em desenho, desenvolvimento e marketing. Na verdade, a maior parte desse dinheiro foi usada para promover o novo Edsel e criar um hype sem igual entre o público comprador de carros.



Quando apresentaram oficialmente o Edsel em 1959, as pessoas ficaram intrigadas. O desenho era estranho porque a parte frontal lembrava mictórios ou uma parte da anatomia feminina. Isso causou indignação entre os membros conservadores da sociedade americana, seres limítrofes que até beiram a debilidade mental e se espalharam pelo mundo. Afinal, estávamos nos anos 1950 e Elvis Presley era um risco tão grande que acabou sendo enviado para o exército longe de casa. O Edsel custava um pouco mais que os Ford, e era acessível mesmo com motores potentes e recursos de luxo. Após as vendas promissoras nos primeiros meses, a má fama estilística se espalhou,o interesse dos compradores simplesmente desapareceu, e a Ford teve dificuldades para vender esses carros. Em 1960, após apenas dois anos no mercado, eles encerraram a marca Edsel. O enorme investimento da Ford se transformou em prejuízos na mesma proporção. Então, qual era o problema com o Edsel?

Simplesmente foi a expectativa gerada que causou problemas com o Edsel. A Ford investiu muito dinheiro para apresentar e levar a imagem do Edsel como um carro novo e fantástico, com recursos e potência incomparáveis. As pessoas esperavam algo extra especial, mas em vez disso receberam um Ford de luxo com desenho engraçado. O Edsel não era um carro ruim, mas a Ford superestimou seu novo estilo mal projetado. Hoje, as pessoas se lembram do Edsel apenas como o maior fracasso da Ford.

2. Imperial

As pessoas muitas vezes chamam erroneamente os Imperial de Chrysler, mas na verdade esta era uma marca separada na linha Chrysler. Eles produziram carros de luxo de 1955 a 1975 e, em seguida, brevemente de 1981 a 1983. A Chrysler Corporation sempre teve uma marca de luxo em sua linha e, no início, esta era a própria Chrysler. Eventualmente, os executivos da empresa descobriram que não podiam competir com Cadillac, Packard ou Lincoln no mercado. Investindo pesadamente em novos desenhos e motores, a Chrysler introduziu a Imperial para tentar a façanha.

Era uma nova marca de luxo dedicada à produção de sedãs e limusines de luxo para competir com outras marcas similares no mercado americano. Eles basearam os Imperial em produtos Chrysler e usaram alguns de seus componentes. Mas muitas vezes o desenho era especial, os interiores luxuosos e os níveis de acabamento inigualáveis. Apesar de não ser tão bem-sucedido quanto Cadillac ou Lincoln em termos de números de vendas, o Imperial tinha uma legião de compradores fiéis e resultados de vendas satisfatórios.



No entanto, no início dos anos 1970, a magia do Imperial se foi. A recessão atingiu o mercado de carros de luxo em cheio, e com isso modelos europeus como a Mercedes estavam ganhando terreno no mercado americano. O Imperial nada mais era do que um grande Chrysler com um acabamento de luxo. Este, de fato, foi o motivo das vendas fracassarem. Cadillac e Lincoln tinham uma linha inteira de modelos com diferentes motores e estilos de carroceria. Mas o Imperial só tinha um estilo de carroceria em diferentes níveis de acabamento.

Isso não era bom o suficiente para o mercado no momento, então eles descontinuaram o Imperial após alguns anos de vendas fracas. No entanto, o fantasma do Imperial nunca deixou a Chrysler. Mesmo hoje, há pessoas que dizem que a Mopar precisa de uma marca de luxo americana e o renascimento do Imperial seria uma boa ideia.

3. Packard

O entusiasta médio de carros modernos provavelmente não sabe muito sobre a Packard. Mas, antigamente, essa empresa automotiva era maior que a Cadillac e um dos símbolos do automóvel de luxo americano. A Packard foi fundada em 1899 e fechada em 1958. Da década de 1930 à década de 1950, a Packard produziu alguns dos melhores automóveis do mercado americano. Cultura inútil: nos anos 1960 havia um programa na TV Record chamado “Família Trapo”. O personagem Carlos Bronco (vivido por Ronald Golias), se gabava de ter um Packard…



Motores grandes e potentes, sedãs pretos brilhantes e qualidade de ponta eram características da empresa. Sempre competindo com a Cadillac, os carros da Packard tinha uma aparência mais imponente e a marca era preferida pelo políticos, presidentes dos Estados Unidos e até mesmo por várias famílias reais europeias. A crise da Packard começou após a Segunda Guerra Mundial, quando o mercado de carros de luxo mudou à medida que o mundo voltava ao normal. Como parte de empresas maiores, a Cadillac e a Lincoln podiam produzir e vender seus carros, mas a Packard logo enfrentou dificuldades financeiras .

A primeira resposta foi a redução de funcionários, mas isso não saiu como o esperado. Em 1953, a empresa se uniu à Studebaker, outra empresa já extinta, formando a Packard-Studebaker Corporation. A situação piorou e os últimos Packard eram apenas modelos Studebaker rebatizados, produzidos em 1958. Apesar de algumas tentativas, ninguém conseguiu reavivar a marca. Como ela está sepultada há tanto tempo, a maioria dos fãs de carros acha melhor deixá-la assim.

4. Duesenberg

Apesar de estar no mercado por apenas 24 anos, de 1913 a 1937, a Duesenberg deixou uma marca duradoura na indústria automotiva americana e mundial. De fato, essa marca era tão fantástica que, mesmo hoje, 80 anos após seu desaparecimento, as pessoas ainda reconhecem o nome e seu legado. Carinhosamente chamada de “Duesy”, a Duesenberg foi responsável por alguns dos maiores e melhores carros americanos de todos os tempos.

A ideia por trás da marca era oferecer carros luxuosos e personalizados, com motores potentes e alto desempenho. Naquela época, havia muitas marcas de luxo, mas nenhuma delas dava muita atenção ao desempenho. A Duesenberg sim, e o “coração” da maioria dos modelos eram fantásticos motores de oito cilindros em linha, construídos à mão. Eles eram rápidos para a época. De fato, os modelos SSJ com motores supercharged produziam 320 cv. Em 1930…



O incrível nível de potência significava que ter um Duesenberg naquela época indicava que você não era apenas rico, mas também um motorista competente, já que conseguia lidar com toda aquela potência. Os Duesenberg eram famosos entre os primeiros astros e estrelas de Hollywood e ricos playboys, e até mesmo bem-sucedidos nas competições. Infelizmente, a Grande Depressão afetou o mercado. Assim, a Duesenberg, como pequena fabricante, nunca conseguiu superar isso. Eles fecharam a empresa em 1937, mas o legado e o desenho deslumbrante dos Duesenberg da década de 1930 ainda impressionam.

Ao longo dos anos, Duesenberg foi o nome mais mencionado pelas pessoas quando perguntadas sobre qual empresa lendária gostariam de ver retornar, mas nada aconteceu. No entanto, se a Volkswagen conseguiu reviver a Bugatti, alguém poderia fazer o mesmo com a Duesenberg.

5. Pierce-Arrow

Uma das marcas de luxo americanas mais famosas, esquecidas e extintas, é a Pierce-Arrow. A empresa começou como fabricante de caminhões e motores em Buffalo, Nova Iorque, em 1901. No entanto, a Pierce-Arrow logo migrou para modelos de luxo, obtendo grande sucesso. Desde o início, a empresa desenvolveu um estilo específico para seus carros, com linhas fluidas, faróis nos para-lamas dianteiros e algumas opções de cores ousadas.



Junto com Cadillac, Lincoln, Packard e Duesenberg, a Pierce-Arrow representava a indústria automotiva americana da melhor maneira possível. Eles até exportavam seus carros para a Europa. O estilo da Pierce-Arrow sempre foi um pouco diferente de seus concorrentes. Eles também eram mais artísticos, então seus carros eram os favoritos de músicos e estrelas de cinema da época.

Mas a Grande Depressão do final dos anos 1920 e início dos anos 1930 acabou com a marca, e essa empresa legendária deixou de existir em 1938. Uma empresa pequena e independente como essa não conseguiria sobreviver a uma grande recessão, então o final dos anos 1930 marcou o fim da linha para a Pierce Arrow.

6. American Mercedes

Não se trata dos produtos Mercedes montados na fábrica da marca alemã, no Alabama. Trata-se de uma marca independente, fundada em 1904 em Long Island, Nova Iorque. Como você pode imaginar, a Mercedes americana começou a produzir carros sob licença da Mercedes-Benz da Alemanha. Logo, começaram a desenvolver suas próprias versões.



Curiosamente, a Mercedes americana era concorrente direta da Mercedes alemã. As duas empresas, com basicamente o mesmo carro, disputavam compradores no mercado americano. No entanto, o empreendimento durou pouco. Em 1907, fecharam as portas da Mercedes americana e logo sua história foi esquecida.

7. Auburn

A Auburn Automobile foi uma empresa que começou em Auburn, Indiana, em 1900. Logo cresceu e se tornou uma das maiores fabricantes locais de automóveis. A Auburn começou como uma oferta para atender a classe média. Mas em meados da década de 1920, sob a supervisão de Errett Lobban Cord, tornou-se uma fabricante premium. Eles ofereciam alguns carros elegantes, estilosos e rápidos.



O primeiro passo foi a introdução de motores de oito cilindros em linha que, naquela época, eram sinônimos de modelos de luxo. A ascensão da Auburn no segmento de carros premium correspondeu à Grande Depressão. Foi uma recessão devastadora em 1929 que afundou muitas das marcas de carros da América. No entanto, a Auburn conseguiu sobreviver por alguns anos depois de tentar oferecer modelos para rivalizar com a Cadillac em estilo e potência.

Seu melhor modelo e o “canto do cisne” da empresa foi o glorioso Auburn 851 Speedster, que eles lançaram em 1935. O carro tinha motor de oito cilindros em linha de 4,5 litros com um supercharger opcional. O desempenho era fantástico para os padrões da época. Infelizmente, o mercado não gostou, então a Auburn encerrou a produção em 1937.

8. Cord

Apesar de estar envolvido com Duesenberg e Auburn, Errett Lobban Cord era um vendedor de carros e empresário de sucesso, que tinha o sonho de construir carros com seu próprio nome. Então, em 1929, ele fundou uma empresa chamada Cord, apresentando seu primeiro modelo, o L-29 .

A filosofia por trás dos carros Cord era simples. Oferecer tecnologia avançada, motores potentes e desenhos realmente lindos. O L-29 tinha carrocerias produzidas pelas melhores empresas dessa área, e uma característica muito interessante: tração dianteira. Naqueles dias, o layout “Front Wheel Drive” era inédito, e a Cord era a única fabricante no mundo com esse sistema de transmissão.



O Cord mais famoso era o fantástico 812. Ele apresentava estilo Art Déco, tração dianteira e um potente motor V8 . Infelizmente, apesar de ser o meio de passeio favorito da elite de Hollywood, a Cord foi forçada a fechar suas portas em 1937.

9. Peerless

A Peerless Motor Company foi fundada em 1900 em Cleveland, Ohio. Logo se tornou conhecida por produzir carros luxuosos e de alta qualidade. Naqueles primórdios da indústria automotiva, a Peerless era uma das marcas premium locais mais populares. As pessoas a elogiavam muito por sua inovação e tecnologia.



Durante a Primeira Guerra Mundial, a Peerless projetou e produziu muitos veículos militares que foram testados em campos de batalha. No entanto, após a guerra, parecia que a Peerless estava perdendo a sua própria batalha no mercado de luxo. Isso apesar de seus esforços para introduzir carros atualizados e até mesmo um motor V16. A produção automotiva foi encerrada em 1931, mas a empresa continuou como cervejaria após o fim da Lei Seca em 1933.

10. Stutz

A Stutz Motor Company era uma produtora americana de carros premium e de alto desempenho com sede em Indianapolis, Indiana. Harry C. Stutz fundou a empresa em 1911. Como ali era o lar da tradição do automobilismo americano, o Stutz teve sucesso em corridas na famosa pista de Indianapolis.

O modelo Stutz Bearcat foi o primeiro carro esportivo americano, nascido dos esforços de competições da empresa. Isso também ajudou sua reputação como uma marca de luxo e alto desempenho. A Stutz correu na Europa e introduziu cabeçotes de cilindro avançados, de 32 válvulas, para seus motores, que foram os primeiros no mercado. Com mecânica de alto desempenho e construção de qualidade, os carros Stutz venceram inúmeras corridas e quebraram recordes de velocidade na década de 1920.



Isso ajudou a estabelecer os Stutz como um dos carros americanos mais rápidos de todos os tempos. No entanto, isso não foi suficiente para manter a empresa viva, e então a Stutz fechou suas portas em 1935. Em 1968, eles tentaram, sem sucesso, reviver o nome Stutz com uma série de carros personalizados com aparência retrô, que atraiu compradores como Elvis Presley, Dean Martin e Frank Sinatra.

11. LaSalle

Entrando na indústria automotiva em 1927, a LaSalle era uma marca de luxo fundada pela General Motors. Eles queriam preencher a lacuna de mercado entre Cadillac de luxo e marcas comuns, como Buick e Oldsmobile. A LaSalle estava sob o controle da Cadillac, então eles o desenvolveram seus carros junto com sua própria marca. O conceito foi bem-sucedido, e LaSalle era um modelo relativamente bem cotado.



A maior parte de seu apelo era o design e a tecnologia. Os compradores obtinham um Cadillac básico por menos dinheiro, o que atraiu um público mais amplo. No entanto, no final da década de 1940, a General Motors percebeu que ter várias marcas cobrindo o mesmo segmento de mercado não era prático. Então, decidiu matar a LaSalle. Nos anos 1950 e 1960, o nome LaSalle reapareceu em vários carros conceito da GM.

12. Marmon

A Marmon Motor Cars Company era outra renomada fabricante de carros de luxo de Indianápolis, Indiana. Howard Carpenter Marmon fundou a marca em 1902. Ela logo se tornou famosa por seus inovadores motores V2, V4, V6 e V8. Os carros Marmon eram rápidos e potentes para a época, então o próximo passo lógico era entrar nas corridas. Em 1909, o modelo de pista Marmon Wasp foi o primeiro carro a vencer a famosa “500 Milhas de Indianapolis”.

Isso deu à empresa uma publicidade valiosa; a empresa era famosa por seus sedãs luxuosos e rápidos, mas, ao longo dos anos perdeu terreno para seus concorrentes mais chamativos e melhor comercializados. Em sua última tentativa de conquistar o mercado, a Marmon introduziu um motor V16 para competir com o Cadillac. No entanto, não foi o suficiente, e a empresa fechou em 1933.

13. Dual Ghia

Poucas pessoas conhecem a Dual Ghia. Foi uma empresa automotiva americana muito exclusiva, fundada em 1956. Mas foi extinta apenas dois anos depois, em 1958. O empresário Eugene Casaroll fundou a Dual Ghia. Casaroll enviou seu chassi para a Itália para ser remodelado pelo famoso estúdio de desenho italiano Ghia; daí o nome.



A Dual Ghia uma fabricante de conversíveis de alta potência e personalizados, que usavam plataformas Chrysler e motores 315V8. Os pontos de destaque para estimular as vendas eram as belas carrocerias e os acabamentos de luxo. O Dual Ghia surgiu em 1956 como o carro americano mais caro da época. Eles fabricaram apenas 117 Dual Ghia. Celebridades de primeira linha como Frank Sinatra, Dean Martin e Richard Nixon compraram a maioria deles.

14. Continental

Se você acha que o Edsel é a única tentativa fracassada da Ford no segmento de luxo, melhor pense novamente. Em meados dos anos 1950, a Ford decidiu estabelecer uma marca separada. Eles a chamaram de Divisão Continental, que. deveria produzir novos carros de luxo posicionados acima da marca Lincoln. O primeiro e único carro foi o famoso Continental Mark II, que eles lançaram em 1955.



A ideia da Ford era apresentar um cupê de luxo soberbo, com a melhor tecnologia e conforto e, em seguida, comercializá-lo como uma marca separada. A ideia parecia boa, mas a resposta do mercado não foi essa. A Ford fechou a Divisão Continental depois de apenas cinco anos, após as vendas decepcionantes do cupê Mark II, mesmo sendo um dos melhores carros americanos que eles já fizeram.


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