Chineses compram parte da Renault do Brasil
Sem decolar em vendas e com ociosidade rondando os 50%, a Renault anunciou uma nova parceria estratégica com a chinesa Geely, mas a procura por mais parceiros não acabou. “Se você não pode com eles, junte-se a eles”, garante a sabedoria popular: na verdade, a Geely adquiriu 26,4% do capital da Renault no Brasil.
da Redação

O Grupo francês já tinha feito algo parecido no ano passado quando vendeu à Geely 34,02% da Renault Korea Motors. E sem esquecer a Horse, a joint venture existente entre os dois Grupos para o desenvolvimento e produção de motores de combustão.
O objetivo dos franceses é encontrar parceiros na indústria automotiva para produzir e comercializar veículos em conjunto, explicou Fabrice Cambolive, diretor de desenvolvimento da Renault.
Com este acordo, a Geely irá produzir os seus modelos nas instalações da sócia Renault, em São José dos Pinhais, Paraná, e vendê-los por meio da rede de concessionários dos franceses no Brasil. Atualmente, a fábrica opera com apenas 50% da sua capacidade anual.
Por sua vez, a Renault brasileira terá acesso à plataforma GEA da Geely, o que poderá permitir a expansão a de sua linha de veículos elétricos e/ou eletrificados no mercado brasileiro.
“A parceria que anunciamos com a Geely no Brasil marca um avanço decisivo na nossa estratégia internacional. Estabelece uma cooperação ágil baseada na excelência industrial e na liderança tecnológica. Mais uma vez, unir forças nos torna mais competitivos, inovadores e capazes de reagir rapidamente num mercado automotivo em constante evolução”, afirmou François Provost, diretor do Grupo Renault.
Cambolive destacou ainda que esta colaboração com a Geely não exclui futuros acordos com outros fabricantes em diferentes mercados. Segundo a Reuters, a chinesa Chery é outro fabricante de veículos que desperta o interesse do Grupo Renault para parcerias semelhantes, embora nada tenha sido ainda formalizado e, no Brasil, a marca chinesa é operada pela CAOA.
Eventuais negociações entre as duas empresas poderão abranger outros mercados da América do Sul, em especial Colômbia e Argentina, onde a Chery poderia usar a rede de fábricas existente da Renault em troca de capital e desenvolvimento de produtos, afirmou a Bloomberg.
Atualmente, o Grupo Renault possui fábricas em cerca de 12 países, incluindo Brasil, França, Espanha e Índia.

