Elétricos: carros chineses imbatíveis em autonomia
Se autonomia no modo elétrico é sua principal preocupação em carros híbridos, os chineses deixarão você tranquilo. Alguns carros já conhecidos aqui, outros ainda não, contornaram bem essa questão. Os modelos Lynk & Co 08 (da Geely, imagem abaixo), Omoda 9 SHS e Leapmotor C10 REEV são os três veículos híbridos plug-in com maior autonomia no modo 100% elétrico, revelou o ranking compilado pela publicação “Boosters News“: todos esses três tem possibilidade de percorrer mais de 145 km sem sofrer as restrições de autonomia e carregamento deste tipo de veículo, de acordo com o protocolo de homologação WLTP.
por Marcos Cesar Silva

Em destaque no ranking estão também o Mercedes-Benz GLC 300e e o Volkswagen Tiguan eHybrid, que completam o “Top 5” dos modelos pão-duros, com 130 e 125 km de autonomia elétrica WLTP. Vale destacar que são três as marcas chinesas lideram em termos de autonomia, um dos aspectos mais importantes para os motoristas na hora de escolher um veículo híbrido plug-in.
Em pouco mais de uma década, a autonomia elétrica dos PHEV passou de uma média de apenas 33 km para mais de 120 km WLTP nos modelos mais avançados, graças ao aumento da capacidade da bateria e à eficiência aprimorada. De fato, acima de 90% dos PHEV atualmente no mercado são certificados para ter mais de 70 km de autonomia 100% elétrica, cobrindo facilmente os deslocamentos diários da maioria dos motoristas nas cidades.
Entre os 10 veículos híbridos plug-in com maior autonomia estão também o BYD Seal U DM-I Comfort, Cupra Formentor 1.5 eHybrid, Volkswagen Tayron, Skoda Kodiaq e Range Rover Sport, todos acima dos 122 km de autonomia. Como curiosidade, quem mora em São Pauko, por exemplo, praticamente consegue ir e voltar a Santos no modo apenas elétrico com alguns desses carros.
Em termos económicos, na Europa os PHEV também se destacam pela sua eficiência, de acordo a publicação espanhola “El Economista”. O custo por quilómetro rodado em modo elétrico pode ser reduzido para 0,08 euros (equivalente a R$ 0,50), bem abaixo do custo de um quilómetro com motor a combustão. Além disso, os seus custos de manutenção são, em média, 25% menores do que os de veículos equivalentes a gasolina ou etanol, graças à redução das exigências mecânicas em deslocamentos urbanos.
