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Ferrari traz de volta a Testarossa, agora como um híbrido de 1.050 cv

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A combinação do motor V8 e motor elétrico do 849 Testarossa promete um esportivo com aceleração de zero a 100 km/h em menos de 2,3 segundos.

A Ferrari revelou seu novo carro topo de linha, o 849 Testarossa. Trata-se de um híbrido plug-in que substitui o SF90 Stradale e revive um dos nomes mais marcantes da história de Maranello. O carro combina um motor 4.0V8 biturbo -bastante melhorado- com um trio de motores elétricos, resultando em uma potência combinada de 1.036 cv. Isso torna esta Testarossa na Ferrari de produção mais potente de todos os tempos.

O 849 Testarossa produz 50 cv a mais que o SF90, graças a um novo e maior turbo-compressor (que não é elétrico, como se esperava), cabeçotes revisados, componentes mais leves e engenharia derivada das pistas de corrida. Combinado com dois motores no eixo dianteiro e uma unidade traseira, o carro oferece tração integral sob demanda e distribuição de torque para maximizar a tração, explicou a Ferrari.

A velocidade máxima é estimada em mais de 330 km/h, e a Ferrari afirma um tempo de zero a 100 km/h em 2,2 segundos e de zero a 200 km/h em 6,3 segundos, sendo 0,2 e 0,4 segundos mais rápidos que os tempos da Ferrari para o SF90 Stradale nos mesmos quesitos, e 0,1 e 0,2 segundos mais rápidos que o SF90 XX Stradale. Todos esses números são para o cupê Testarossa, veja bem; a Ferrari também revelou uma versão Spider que pesa 90 kg a mais em relação ao peso do cupê, de 1.560 kg, e, portanto, será um pouco mais lenta.

O desempenho é apoiado por uma série de recursos eletrônicos, incluindo um novo sistema que a Ferrari chama de FIVE (Ferrari Integrated Vehicle Estimator), basicamente um gêmeo digital em tempo real do carro, que aprimora o controle de tração, a frenagem e as respostas do motorista nas quatro rodas. E ainda um sistema ABS Evo revisado —desenvolvido inicialmente para o SF90 Stradale— que permite frenagens repetídas no limite, enquanto a redução de peso em todo o chassi mantém o 849 Testarossa tão leve quanto seu antecessor, apesar da complexidade adicional do powertrain.

A Ferrari afirma que o resultado é a melhor relação peso-potência já vista em uma Ferrari de produção. Será que ela merece o nome Testarossa? Este é o jogo da Ferrari, e a decisão de trazer de volta um dos nomes mais famosos da empresa -aplicado tanto ao carro de corrida 250 Testa Rossa, produzido entre 1957 e 1961, quanto no supersportivo XL dos anos 1980 — não foi tomada à toa.

A aerodinâmica também foi aprimorada. A Ferrari afirma que o formato foi inspirado em carros-conceito da década de 1970 e que sua carroceria geométrica e afilada ajuda a gerar 415 kg de downforce a 249 km/h, aumento de 25 kg em relação ao SF90.

Uma asa traseira ativa alterna entre configurações de baixo arrasto e alta força descendente em menos de um segundo, enquanto a ampla estrutura da parte inferior da carroceria e a arquitetura traseira dupla equilibram a estabilidade com uma aparência elegante. Por dentro, o cockpit é mais ergonômico, com o volante redesenhado, novo HMI (sistemas de multimídia e interfaces de controle do motorista, como o sistema de tela e o volante, que permitem aos motoristas interagirem com o veículo de forma mais eficiente e intuitiva) e um layout de console central que remete ao conceito F80 da Ferrari.

Quanto ao som do motor, os engenheiros ajustaram o V8 para um timbre mais intimidador, complementado pela acústica agressiva do câmbio, derivada do SF90 pronto para as pistas. Compradores que buscam um desempenho ainda mais imersivo podem optar pelo “pacote” Assetto Fiorano, que reduz 30 kg, adiciona aerodinâmica mais precisa e enrijece a suspensão. Esta TR mais atual também tem duas opções de pintura inspiradas na tradição da marca: Rosso Fiammante e Giallo Ambra.

Embora o preço ainda não tenha sido anunciado, podemos ter uma ideia do preço europeu, que começa em cerca de US$ 540.000. As entregas devem começar no final do próximo ano.


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