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Impressionante: Xiaomi renova o SU7 e vende 15 mil unidades em meia hora

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Isso é de matar de inveja os luxuosos sedãs alemães. A Xiaomi -que produz excelentes smartphones a preços honestos- não perdeu tempo. E o mercado também não. A marca chinesa lançou a atualização do sedã esportivo SU7 no dia 19 de março e, em apenas 34 minutos, esgotou as primeiras 15.000 unidades disponíveis, ou seja, vendeu 440 carros por minuto. Um sucesso comercial que diz tanto sobre a qualidade do produto como sobre o momento que a marca vive.

por Ricardo Caruso

Lançado originalmente em dezembro de 2023, o sedã SU7 foi o primeiro elétrico produzido em massa pela Xiaomi; já vendeu mais de 300 mil unidades até fevereiro último. Agora, o carro recebeu uma atualização e já se conhece os preços: entre os 219.900 e 303.900 yuan (cerca de US$ 32 mil a US$ 41 mil, ou de R$ 168 mil a R$ 215 mil).

xiaomi su7 2026, traseira 3/4

À primeira vista, o carro parece que mudou pouco. Mas é exatamente nos detalhes que o Xiaomi SU7 2026 evoluiu. Começando pelo exterior, a frente foi redesenhada para integrar um radar 4D na grade, agora acompanhado por um sistema de limpeza de alta pressão para as câmaras dianteiras e traseiras, para condução assistida mais confiável e segura, mesmo em condições adversas. Há também novos espelhos em preto, rodas forjadas de 21 polegadas e pinças de freio vermelhas.

No interior, a abordagem adotada foi semelhante: evolução. O ambiente passa a ser, de série, dominado por tons escuros (“Dark Night”), com nova iluminação ambiente em três camadas e materiais mais cuidados em termos de qualidade e acabamento. O volante revestido em material sintético que imita couro (Nappa) passa a ser também de série em todas as versões. Os bancos dianteiros ganham 18 regulagens elétricas, função de massagem e melhor apoio lateral, enquanto os bancos traseiros passam a poder assumir uma posição “gravidade zero” —costas reclinadas e apoio de pernas elevado— e encostos de cabeça redesenhados. Na versão Max, há ainda teto panorâmico com opacidade variável.

Entre outros melhoramentos, há uma nova geladeirinha com 4,4 litros de capacidade (entre os bancos dianteiros), assim como o sistema áudio, que pode ter entre 14 e 25 alto-falantes.

 

Mas é na base tecnológica que o SU7 2026 mais evoluiu. A Xiaomi integrou o seu novo sistema Super XiaoAI com modelo cognitivo próprio (XLA), suportado por um chip Snapdragon de terceira geração e um processador auxiliar com 700 TOPS (bilhões de operações por segundo). A marca promete interação mais natural e condução assistida mais eficiente.

Também a plataforma elétrica recebeu algumas afinações. Mantém a arquitetura de alta tensão, agora com até 897V na versão Max, permitindo carregamentos mais rápidos: até 670 km de autonomia recuperados em 15 minutos, ciclo CLTC. A autonomia máxima anunciada chega aos 902 km na versão Pro.

No quesito “dinâmico”, é introduzido o chamado “Dragon Chassis”, que combina a suspensão dianteira de duplos triângulos sobrepostos com a traseira multibraços. Mas as versões Pro e Max passam a contar com suspensão pneumática de dupla câmara e amortecimento variável.

xiaomi su7 2026, frente 3/4

A linha Xiaomi SU7 2026 fica assim composta:


Versão
PotênciaBateriaAutonomia
(ciclo CLTC)
SU7 Standard235 kW (320 cv)73 kWh (LFP)720 km
SU7 Pro235 kW (320 cv)96,3 kWh (LFP)902 km
SU7 Max508 kW (691 cv)101,7 kWh (NMC)
835 km
Na China a comercialização e distribuição do Xiaomi SU7 2026 já começou e, por enquanto, este continua sendo o único mercado onde é comercializado. Mas há planos ambiciosos para a implacável expansão internacional. A Xiaomi já anunciou que tem planos para chegar à Europa em 2027, mas não citou o Brasil em seus planos.


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