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LANÇAMENTO: Jeep Renegade 2027 chega com mudanças e preço mais baixo

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Estamos só no começo de 2026, mas a Jeep já está em 2027. A marca apresentou o Renegade linha 2027, que de uma só vez traz motorização híbrida leve, já aplicada em outros modelos da Stellantis; interessante atualização visual: mudanças no interior e maior disponibilidade de equipamentos e recursos. O jipinho, um fenômeno de vendas, recebeu sua terceira atualização desde que foi lançado em 2015. Nesses 11 anos de mercado, recebeu mudanças nas linhas 2019 e 2023, e assim vai garantindo mais um bom tempo de sobrevida no Brasil.  

por Ricardo Caruso

O Renegade linha 2027 mudou o visual externo, que foi bastante modificado. Recebeu novos para-choques, mais integrado à carroceria na dianteira; a grade foi redesenhada, os faróis alterados e estilo geral mais voltado para o fora de estrada. Na lateral, novas rodas (de aro 17 ou 18 conforme a versão) e retoques nos painéis plásticos e friso protetor; na traseira, o para-choque foi levemente redesenhado, muito semelhante ao anterior. O conjunto de emblemas também foi atualizado.  

Até agora foram anunciadas quatro versões: Altitude, de entrada, por R$ 130 mil (para as primeiras 3.000 unidades, com redução de preço de R$ 18 mil se comparado com o Altitude 2026); Longitude, que custa R$ 158,7 mil (R$ 7 mil a menos); Sahara, R$ 176 mil e Willys 4×4, R$ 189,5 mil, que deixou de ser série especial e se tornou de linha; estes dois últimos mantiveram os preços anteriores. E a versão Sport T270, até agora a mais barata? Simplesmente desapareceu, mas isso tem explicação: vai abrir passagem para o futuro Jeep Avenger, SUV menor que o Renegade, que será lançado ainda este ano aqui no Brasil.

No interior, mais boas novidades, a mais extensa mudança desde que foi lançado. A inspiração é clara, nos Compass e Commander. O ambiente ficou mais claro e limpo, e entre o que há de novo para todas as versões, o novo painel, que foi todo renovado. Não é exatamente o mesmo painel e instrumentação aplicados no Compass e Commander, mas traz nítidas referências de ambos. A central multimídia também foi renovada e agora fica em em posição destacada -mantendo as 10,1 polegadas.

O painel ficou mais refinado, apresentando revestimento em tecido na área central, que varia de cor conforme a versão. Como itens de série, todas as versões contam com ar-condicionado de duas zonas, seis airbags, carregador de smartphone por indução com arrefecimento e painel de instrumentos digital de sete polegadas. Traz ainda tecnologias de condução semi-autônoma (ADAS), como frenagem de emergência e detector de fadiga. Ele também passa a contar com saída de ar condicionado na traseira.

Na parte mecânica, seguem as novidades. Agora há a motorização híbrida leve de 48V nas versões intermediárias, evolução do sistema de 12V já em uso nos Fiat e Peugeot. Esse recurso une o conhecido e eficiente motor 1.3 turboflex (176 cv de potência máxima e 27,5 mkgf de torque máximo) com um gerador elétrico, que junta o motor de partida com o alternador (sistema chamado de BSG, Belt Starter Generator), responsável por acrescentar 15 cv de potência e 6,5 mkgf de torque ao conjunto, em momentos de aceleração máxima e maior exigência de torque. 

O câmbio ainda é automático Aisin de seis marchas para as versões 4×2, ou de nove marchas para a Willys 4×4. Apesar do sistema híbrido não atuar direto na tração das rodas, promete redução média de 7% no consumo de combustível no ciclo urbano e 8% nas emissões de CO₂. Em consumo, a marca anuncia 11,9 km/litro (gasolina) e 8,3 km/l (etanol) na cidade e 11,8 km/l (G) e 8,6 km/l (E) na estrada nas versões MHEV. 

O recurso não está disponível para toda a linha: a versão Altitude -de entrada- e a Willys 4×4 -topo de linha- estão de fora. Assim, o sistema MHEV está nos Renegade Longitude e Sahara, os intermediários como vimos.  Os números de desempenho quase não mudaram, inclusive entre as versões híbridas ou não- de 48V. De acordo com a marca, são nove segundos para ir de zero a 100 km/h, com velocidade máxima de 206 km/h (E) nas versões 4×2, enquanto a Willys 4×4, naturalmente mais lenta, faz isso em 10s e atinge os 197 km/h de velocidade máxima.  

A versão Willys 4×4 faz 6,3 km/l na cidade e 7,3 km/l na estrada (E), e 9,1 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada (G). Ela pesa em torno de 100 kg a mais que o Longitude MHEV, mas conta com tração nas quatro rodas, reduzida, seletor de terrenos, controle eletrônico de descidas e bloqueio de diferencial, além dos para-choques mais angulados para melhor uso no fora-de-estrada. 


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