Nissan planeja tirar 11 modelos de produção
Dizem que, depois da tempestade, sempre vem a bonança. A Nissan aposta nisso e anunciou planos para se reerguer. Vai reduzir o seu portfólio global de 56 para 45 modelos, ou seja, 11 veículos vão desaparecer e alguns novos serão lançados no mercado, como o próximo X-Trail. Dentro dessa nova estratégia, seus modelos serão enquadrados em quatro categorias: Heartbeat, Core, Growth e Partner.
por Marcos Cesar Silva

A Nissan está tentando se recuperar da crise que a assolou recentemente e, ao mesmo tempo, busca maneiras de enfrentar os chineses. Por isso preparou um processo de renovação de quase toda a sua gama, mas nem todos os modelos vão chegar a uma nova geração. Anunciado há quase um ano, o plano de recuperação da marca acabou de receber importante atualização para permitir enfrentar os anos difíceis que se seguirão. Um dos planos principais focaliza num portfólio mais simples, com menos modelos, para criar uma série de produtos mais rentáveis
A nova estratégia prevê a redução da gama global de 56 para 45 modelos, dando fim aos produtos que a Nissan descreve como sendo de baixa performance mercadológica. Ou seja, vendem pouco e não são lucrativos. Não se sabe ainda quais modelos da Nissan do Brasil entrarão ou não nesse processo. Com os recursos financeiros poupados, a marca japonesa pretende investir na diversificação de linhas em todos os modelos restantes. O objetivo é aumentar as vendas e regressar aos resultados positivos.
No âmbito deste plano “Re.Nissan”, a marca pretende reduzir a complexidade de peças em até 70% e baixar o número de plataformas de 13 para sete. Além disso também quer diminuir o tempo de desenvolvimento de 52 para 37 meses para os novos produtos e de 50 para 30 meses para os derivados subsequentes.
Os produtos futuros da Nissan serão divididos em quatro categorias distintas: Heartbeat, Core, Growth e Partner. Os futuros Xterra e Skyline, por exemplo, irão pertencer à primeira, junto com o Z, o Leaf e o Patrol. O Juke elétrico irá ficar na categoria Core, com o novo X-Trail /Rogue Hybrid e-Power.
Como no Brasil a marca sempre foi coadjuvante, vendendo modelos desatualizados e não alinhados com os do Primeiro Mundo, a maioria dos modelos citados no plano da marca são conhecidos aqui apenas por fotografias. Assim, a segunda geração do Juke, que continuará em comercialização com motorização híbrida, também se irá enquadrar naquela segunda categoria, assim como o Qashqai.
Na categoria Growth inserem-se os modelos que se destinam a mercados com elevada procura, incluindo, por exemploa minivan Elgrand, o kei car elétrico Sakura ou modelos desenvolvidos e fabricados na China.
No que se refere aos modelos da categoria Partner, estes serão concebidos debaixo do tema “colaboração disciplinada com outros fabricantes”. Um exemplo recente disso é a picape híbrida plug-in Frontier, baseada no Dongfeng Z9, ou, na Europa, o recém-lançado Micra que, na prática, é uma versão do Renault 5.

