Os 10 países que mais importam carros chineses
A influência das marcas chinesas na indústria automotiva esta redesenhando o mapa da mobilidade em nível mundial. As exportações chinesas de veículos com motores de combustão interna ou eletrificados continuam batendo recordes seguidos.
por Marcos Cesar Silva

Há muito que os carros chineses deixaram de ser apenas uma discreta nota de rodapé nas estatísticas de exportação e importação de automóveis. Na primeira metade de 2025 passaram a ser não só o rodapé, mas também o título e o corpo do texto. Essa é uma história que não é nova: em 2023 a China tornou-se a maior exportadora mundial de automóveis.
Olhando para os números dos fabricantes, a Chery lidera a lista de exportações, com mais de 544 mil unidades no primeiro semestre deste ano, mais 3,5% do que no mesmo período do ano passado. Segue-se a BYD, que na primeira metade de 2025 já superou os números de 2024, tendo conseguido exportar mais de 443 mil carros (+118%) nos primeiros seis meses do ano.
O pódio é fechado pela SAIC Motor — que entre outras detém a marca MG — com 242 mil unidades exportadas, que se traduziu num quebra de 4,1% comparado com o mesmo período de 2024. Neste ritmo, só as exportações dessas três será maior que o volume de produção anual do Brasil. Segue-se a Geely com quase 182 mil unidades (+7,4%) e a Changan com 167 mil unidades (-5,5%) fechando este Top 5.
Para onde vão os carros chineses
O portal Car News China publicou a lista dos 10 principais destinos dos carros exportados da China no primeiro semestre de 2025. O resultado mistura pragmatismo econômico com inteligentes oportunidades geopolíticas. E não é sempre onde se esperava que os elétricos e híbridos chineses bombassem que esse crescimento acontece.
| Posição | País | Unidades importadas | Comparação com 2024 |
|---|---|---|---|
| 1 | México | 234.500 | +30,7% |
| 2 | Emirados Árabes Unidos | 214.300 | +58,5% |
| 3 | Rússia | 171.000 | −59,2% |
| 4 | Brasil | 155.200 | −7,9% |
| 5 | Bélgica | 147.200 | +7,2% |
| 6 | Reino Unido | 131.300 | +18,8% |
| 7 | Arábia Saudita | 119.500 | +24,9% |
| 8 | Austrália | 115.100 | +41,5% |
| 9 | Filipinas | 101.900 | +63,5% |
| 10 | Cazaquistão | 77.600 | +105% |
A Rússia, que já foi o principal destino da produção chinesa de veículos, desabou: menos 59,2% diante de 2024. As razões são políticas e econômicas. As novas barreiras tarifárias internas e a desvalorização do rublo têm travado as vendas.

