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Também em crise, Bosch anuncia 5.500 demissões na Europa

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O setor automotivo europeu está profundamente afetado e afundando, em uma crise que parece não ter solução, e a Bosch é mais um reflexo desses problemas. Após os anúncios da Volkswagen, agora é a vez da fabricante de peças, sistemas e componentes para a indústria automotiva -com filial no Brasil- anunciar que planeja cortar 5.550 empregos. Este é, sem dúvida, o mais recente sinal de que o setor não vai bem e que a procura por carros novos pós-pandemia está muito fraca no Velho Continente.

por Marcos Cesar Silva

O maior fornecedor mundial de peças automotivas afirmou que planeja cortar 3.500 empregos até o final de 2027 em sua divisão de soluções de TI multidomínio, metade dos quais em fábricas alemãs, indicando fraca demanda em sistemas inteligentes de assistência ao motorista e soluções para veículos autônomos e. condução semi-autônoma.

Também planeja cortar cerca de 750 empregos até 2032 na sua fábrica de Hildesheim, na Alemanha, 600 dos quais estão previstos para o final de 2026. Além disso, a Bosch anunciou cortes na sua divisão de gestão na fábrica em Schwaebisch Gmuend, perto de Stuttgart. A empresa planeja eliminar até 1.300 empregos naquele local entre 2027 e 2030. Não há informações se as demissões chegarão à empresa no Brasil.

O conselho de trabalhadores da Bosch e o sindicato IG Metall manifestaram a sua oposição às demissões, claro, num comunicado, mas as notícias ruins estão se acumulando para os lados da Bosch, que também anunciou a redução das horas de trabalho -e portanto de salários- de cerca de 10.000 funcionários na Alemanha .

Estas notícias ruins estão se acumulando desde o início deste ano e mostram mais uma vez os desafios que o setor automotivo alemão enfrenta devido à fraca procura e à concorrência de rivais muito mais baratos, em especial chineses. Os funcionários, a maioria com contratos de 38 ou 40 horas semanais em fábricas em toda a Alemanha, terão as suas jornadas reduzidas para 35 horas, segundo a imprensa local.

De acordo com especialistas, não estão descartados novos anúncios e notícias ainda piores de outras empresas concorrentes da Bosch e especialmente das focalizadas no mercado europeu. A Recaro, fabricante de bancos, recentemente entrou em processo de falência, da mesma forma que a BBS, que produz rodas esportivas.


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