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TESTE: Jeep Renegade Sahara T270 1.3 Turbo 4×2

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O Jeep Renegade foi lançado há 10 anos, em abril de 2015. Chegou causando uma revolução no segmento dos SUVs no Brasil e rapidamente se tornou referência na categoria. Para a linha 2025, continua firme e forte, e ganhou mudanças que ajudam a manter sua inabalável trajetória. O modelo é fabricado no Polo Automotivo Stellantis de Goiana, PE, e já deixou para trás a marca de 500 mil unidades comercializadas (as vendas de 2024 cresceram 15% em relação a 2023, indo para 53.896 unidades entregues).

por Ricardo Caruso

Para não perder o rumo, a Jeep criou para este ano três novas versões do Renegade, uma edição limitada, cores inéditas e, mais recentemente, praticou redução de preços para toda a linha; o Sahara -que AUTO&TÉCNICA avaliou- agora custa R$ 169.990 (redução de R$ 10.000). Trata-se da versão mais completa dos Jeep Renegade 4×2.  

Assim, a linha 2025 do Renegade tem seis versões: 1.3 Turbo, Altitude, Longitude, Night Eagle, Sahara e Trailhawk, mais a edição especial Willys, limitada a 500 unidades. Cada uma dessas versões oferece um bom “pacote” de recursos e equipamentos, atualizados em termos de conforto, tecnologia e segurança. A Altitude, por exemplo, focaliza os clientes interessados no off-road, com rodas aro 17, teto em preto e adesivos decorativos exclusivos. Por sua vez, a Night Eagle é mais esportiva no visual e a Sahara que avaliamos traz teto solar panorâmico e foi buscar no Commander a cor Slash Gold.

Mantendo o desenho tradicional, o Renegade Sahara ganhou ainda novos frisos; conjunto de rodagem de 18 polegadas, com pneus 225/55 de perfil mais baixo e rodas com acabamento diamantado, mais adesivos na coluna “C” e emblema na traseira que fazem alusão aos desertos, no caso o do Sahara. Além disso, tem freio de estacionamento elétrico, painel de instrumentos digital de sete polegadas e central multimídia de 8,4 polegadas com câmera de ré e conexão para Android Auto e Apple Carplay sem fio. Os faróis de acionamento automático e lanternas são com leds, há sensor de chuva e chave presencial com botão de partida. 

O motor é o bem conhecido T270 1.3 turbo flex, de 180/185 cv de potência máxima a 5.750 rpm. Ele oferece sempre respostas rápidas nas retomadas, ultrapassagens e nos percursos urbanos. O torque máximo, que é de 27,5 mkgf, disponível já a 1.750 rpm. O excelente motor trabalha em perfeita sintonia com o também excelente câmbio, automático de seis velocidades (o acoplamento motor-câmbio é por conversor de torque) e a tração 4×2 é só dianteira. As trocas de marchas também podem ser feitas de maneira manual por meio da alavanca ou pelas “borboletas” junto ao volante. Nas versões com tração 4×4, o câmbio automático é outro, com nove velocidades, mantendo o conversor de torque e trocas de marcha também manuais. Nesse caso, a tração é prioridade das rodas dianteiras, mas com acoplamento do eixo traseiro sob demanda.

Os números de consumo do Sahara são muito bons. Homologados pelo Inmetro, são de 11,0/7,7 km/litro (gasolina/etanol) urbano e 12,8/9,1 km/l (g/e) rodoviário. Na prática conseguimos melhorar um pouco, com 11,4/7,9 km/l na cidade e 12,9/8,8 km/l na estrada. Boas marcas para quem busca um Jeep Renegade mais econômico, se comparado com os 4×4, a não ser que a ideia seja utilizar o modelo em atividades situações de fora de estrada que necessitem de tração integral.

Outro destaque do Renegade é a suspensão, independente nas quatro rodas, que garante uma certa dose de conforto em pisos ruins e boa estabilidade em curvas. A marca aplicou sistema McPherson na dianteira e multilink na traseira, e isso permite comportamento dinâmico muito bom. O sistema “Jeep Traction Control+” usado nas versões 4×2 praticamente reproduz a atuação de um diferencial auto-blocante, dividindo o torque nas rodas dianteiras, o que ajuda a manter a capacidade de tração em terrenos de baixa aderência.

Rodando com o Renegade Sahara, permanece tudo no mesmo bom patamar das demais versões da série, e a sensação de dirigir e prestações são basicamente as mesmas. Direção precisa, bom espaço interno, porta-malas um pouco menor que o esperado (não há muito o que fazer nesse caso) e ótimo desempenho com consumo de combustível melhor que o esperado.

Mesmo com 10 anos de mercado e próximo de ganhar um facelift e até um conjunto híbrido leve nos moldes dos usados pela Fiat, o Jeep Renegade mostra ter ainda muito fôlego e público interessado, o que o mantém que ainda muito competitivo não só em termos mecânicos, mas também em preço, onde se destaca entre os concorrentes do segmento dos SUVs compactos.

Para aqueles entusiastas do offroad, o Renegade em qualquer versão continua sendo uma boa opção. Em termos de segurança, todas as versões são equipadas com seis airbags, controles de estabilidade e de tração, e podem ser equipados com tecnologias semi-autônomas, entre elas frenagem de emergência, monitoramento de ponto cego e assistente de permanência na faixa. O cruise control, no Sahara, é simples, não adaptativo.

CONCLUSÃO

Resumindo, o Jeep Renegade Sahara -e demais versões- dá sequência a uma história de clamoroso sucesso, combinando os diferenciais e características típicas dos Jeep com as constantes alterações, necessárias para enfrentar o hoje muito competitivo mercado dos SUVs compactos aqui no Brasil. Com as novas versões, mecânica robusta e confiável, motor potente e boa dose de tecnologia, o Renegade é sempre muito agradável de dirigir. É um SUV de compacto para médio, que traz o legado aventureiro da marca, sem abrir mão do conforto e recursos de segurança necessários. Sem dúvida, uma boa opção.


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