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Você conhece estes muscle cars australianos?

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A maioria acreditada que os muscle cars são coisas de americanos. At[e certo ponto isso é verdade, pois ao longo da história, os muscle cars se tornaram símbolo da paisagem urbana americana, como Coca-Cola ou M&Ms. A combinação única de um potente motor V8 , visual agressivo, porte generoso e glorioso ronco do escapamento tornaram os muscle cars legendários além das costas das fronteiras dos Estados Unidos. Mas os Estados Unidos não é o único país que produziu verdadeiros carros musculoso.

por Marcos Cesar Silva, com Motor Junkie



Na verdade, há vários lugares no mundo que desenvolveram sua própria classe de muscle cars, claro que tomando muita coisa emprestada -ou copiada- de fabricantes americanos. As diversas culturas de muscle cars são como na América, mas com suas características distintas e interessantes. Quando a onda dos muscle cars começou na América, também influenciou o mercado australiano, e logo surgiu por lá uma nova classe de carros. A cultura automobilística australiana é como a dos Estados Unidos, pois a Austrália tem vastas extensões de estradas vazias e a necessidade de carros potentes.

É por isso que a Ford, Chrysler, GM e Studebaker produziram carros para o mercado australiano e neozelandês, todos com volante à direita… Aqui está uma lista dos muscle cars australianos reconhecidos como clássicos daqueles mais interessantes, que merecem respeito e reconhecimento até dos entusiastas americanos tradicionais. Então continue lendo para aprender tudo sobre o mundo louco dos muscle cars australianos.

1. Ford Falcon GT XR 1967

O Falcon GT XR foi sem dúvida o primeiro muscle car australiano que a Ford introduziu em 1967. Naquele ano, o Falcon era um modelo novo, mas era visualmente parecido com a versão americana. No mercado australiano, o Falcon era um sedã familiar bastante popular, com motores de seis cilindros em linha e um V8, o 289V8 do Ford Mustang. Embora a maioria dos Falcon vendidos pela Ford fossem modestos sedãs de seis cilindros, eles ofereciam uma versão especial “Police Interceptor”. Ele apresentava motor 289V8 de 225 cv, transmissão de quatro velocidades, freios maiores e uma suspensão mais rígida.

Equipado com esse “hardware”pacote”, o Falcon era um carro realmente capaz. Então a Ford achou que seria uma ótima ideia inscrever o Falcon GT na famosa corrida australiana de Bathurst. O novo Falcon GT demoliu a competição com vitória de dobradinha, e a lenda nasceu. A Ford fez menos 600 desses especiais de homologação. Hoje, o Falcon GT XR é um carro valioso e raro.

2. Holden Monaro GTS 327 1968

A vitória da Ford em Bathurst em 1967 deu início a uma deliciosa guerra de muscle cars entre a Ford e sua arquirrival Holden, subsidiária da GM naquele país. Entendendo o conceito do Falcon GT XR, os engenheiros da Holden apresentaram seu muscle car com um motor maior e melhores componentes. Então, em 1968, nasceu o primeiro muscle car australiano de duas portas, o Holden Monaro GTS 327. Este carro parecia e soava como um verdadeiro cupê muscle car. Ele apresentava carroceria Monaro de duas portas com rodas maiores, um “pacote” de faixas decorativas, interior mais esportivo e o motor 327V8 Chevrolet sob o capô.

O V8 produzia 250 cv, o que era mais do que suficiente para um desempenho emocionante. Imediatamente, a Holden colocou o novo muscle car Monaro contra o Falcon GT em corridas de turismo australianas. O GTS 327 venceu a corrida de Bathurst de 1968, que foi a primeira vitória da Holden naquela pista. O aparecimento do concorrente muscle da Holden mostrou que os principais fabricantes australianos estavam levando a classe muscle car a sério. E o melhor ainda estava por vir.

3. Ford Falcon GT XT 1969

A próxima geração do Ford Falcon chegou em 1969 apenas para jogar combustível ao fogo dos muscle cars. Os rachas dos muscle cars australianos eram famosos nas ruas, assim como nos circuitos de corrida no altamente competitivo campeonato australiano de turismo. O novo Falcon com o código de chassi XF veio bem preparado. E na versão GT, apresentava um motor 5.0V8, maior e mais potente.

O V8 de 5,0 litros estava disponível em acabamento padrão com 210 cv, mas com o “pacote” GT, o motor entregava 230 cv e desempenho excelente. Além disso, o GT tinha com freios melhores, transmissão de relações curtas e uma série de outras atualizações. Esta geração do Falcon GT veio apenas na versão sedã de quatro portas. No entanto, ele conseguiu provar seu valor nas pistas de corrida.

4. Holden Monaro GTS 350 1969

A resposta de Holden ao Falcon GT mais potente foi desenvolver o modelo Monaro GTS. Depois de adicionar um potente motor 327 V8 ao carro, aHolden instalou o famoso Chevrolet small-block 350V8 com 300 cv. Oficialmente, o Monaro GTS 350 de 1969 era o carro australiano mais potente na época de sua introdução.

O desenho era muito parecido, mas Holden acrescentou um painel diferente e grade frontal ligeiramente diferente. Com menos peso e mais potência do que o Falcon GT, o Monaro GTS 350 foi o vencedor nas pistas de corrida. Ele provou seu valor no circuito de Bathurst em 1969.

5. Ford Falcon GT HO 351 1971

O mais famoso de todos os muscle cars australianos foi provavelmente o poderoso Falcon GT HO 351, que a Ford introduziu em 1971. Apesar de seu portfólio de desempenho, ele ainda era um sedã de quatro portas, mas com equipamentos de muscle cars adequados. Sob o capô estava o Ford 351V8 com scoop no capô e suspensão e freios reforçados. A potência era de 300 cv para a versão padrão, mas a Ford ofereceu as opções Fase II e Fase III.

O carro parecia o mesmo, mas eles atualizaram a mecânica, então na versão final da Fase III, o Falcon GT HO tinha mais de 350 cv. O desempenho foi surpreendente com tempos de aceleração de zero a 100 km/h na faixa de seis segundos (estamos falando de 1971!). Ele atingiu velocidades máximas de mais de 225 km/h. Como esperado, o Falcon GT HO foi bem-sucedido nas corridas, destronando seu rivalk, o Monaro GTS 350.

6. Holden Torana LC GTR XU-1 1972

A introdução do Torana GTR foi um movimento controverso da General Motors Austrália, já que este carro quebrou o “molde” tradicional do muscle car. Era um pouco menor e mais leve que o Monaro e apresentava motor de seis cilindros em vez de um V8. Sob o capô estava a versão ajustada de um seis cilindros em linha comum, de 3,3 litros, equipado com dois carburadores Stromberg triplos. A combinação era boa para 200 cv.

Junto com seu pequeno peso, o Torana GTR apresentou bom desempenho. O carro também foi bem-sucedido em corridas, mas principalmente nos estágios e eventos de rali. A equipe de corrida de Holden experimentou o Torana com motor V8, mas este modelo nunca saiu do estágio de protótipo. Isso é uma pena, já que um motor V8 em um carro pequeno seria interessante.

7. Chrysler Valiant Charger VH 1972

A Chrysler também queria -é claro- participar da categoria de muscle cars australianos. Então, em 1971, colocou nas ruas o Valiant Charger. Eles o basearam na plataforma Valiant regular, mas deram a ele uma nova carroceria esportiva de duas portas. O Chrysler Valiant Charger recebeu o nome de seus “primos” americano e brasileiro, o Dodge Charger. Para poder acompanhar os poderosos Falcon GT, Monaro e Torana, o Valiant Charger veio com vários motores de alto desempenho.

O primeiro foi uma versão preparada do motor de seis cilindros da Chrysler que apresentava novo cabeçote e melhor sistemas de admissão. Na versão R/T, o seis cilindros de 4,3 litros entregava mais de 240 cv, mas a versão mais potente era o Charger 770 SE E55. Sob o capô estava o conhecido 340V8 da Mopar com 285 cv e transmissão automática de três velocidades. Este motor era comumente instalado no Dodge Challenger e no Plymouth Barracuda americanos

8. Holden Sandman 1975

Uma das famosas classes de carros australianos é a Ute. Metade carro, metade picape, a Ute é um utilitário prático construído sobre uma plataforma de carro de passeio. A melhor maneira de descrevê-la para o público americano é compará-la com o Chevrolet El Camino ou o Ford Ranchero. Na América, essa classe está morta, mas na Austrália, ela ]continua tão popular quanto sempre foi.

Era apenas uma questão de tempo até que a primeira Ute recebesse o tratamento de muscle car e, em meados dos anos 1970, a Holden lançou um modelo chamado Sandman. Era uma picape estilo surf ou van, com um “pacote” gráfico diferente, cores vivas e a opção de um potente 5.0V8. O Sandman foi um aceno para a comunidade de surfistas da Austrália, que usava veículos Ute e muscle cars.

9. Leyland Force 7V 1976

Embora o Force 7 tenha sido um projeto natimorto, que nunca chegou ao mercado, ele era um verdadeiro muscle car australiano. A Australian Leyland, subsidiária da British Leyland, construiu o Force 7. Eles o projetaram como uma versão cupê na linha de modelos Leyland P76. Eles apresentaram o modelo sedã P76 em 1973, que teve uma boa recepção inicial pelos compradores australianos, então a Leyland começou a pensar em uma versão cupê que pudesse competir com os muscle Ford e Holden.

Eles o chamaram de Force 7 e era uma versão cupê que incluía uma série de recursos interessantes. Eles deram a ele um motor 4.4V8 totalmente em alumínio, baseado na unidade Rover de 3,5 litros. Infelizmente, o estilo e a qualidade não eram exatamente bons, então, após menos de 60 exemplares de pré-produção, a Leyland cancelou o projeto, descartando a maioria dos carros. Hoje, existem apenas 10 Force 7s, tornando-o um dos muscle cars australianos mais raros.

10. Holden Torana A9X 1977

Após o boom dos muscle cars no mercado australiano, a parte conservadora do governo simplesmente proibiu a produção de carros de alto desempenho. Eles chamaram essa proibição de “Supercar Scare”. Foi uma ação anunciada publicamente após vários incidentes perigosos envolvendo direção rápida em áreas urbanas. Isso levou muitos fabricantes de automóveis a parar de produzir muscle cars para o público. Eles começaram a se concentrar em modelos mais seguros e regulares, politicamente corretos.

No entanto, em 1977, a Holden produziu uma versão de alta potência do compacto Torana de duas portas que eles chamaram de A9X. Ele apresentava motor 5.0V8 e uma série de outras atualizações e componentes de desempenho. O carro também foi uma homologação especial para participar da famosa corrida de Bathurst. Embora o Torana A9X tenha perdido em Bathurst de 1977, ele reacendeu a batalha dos muscle cars com a Ford.

11. Ford Falcon Cobra 1978

Em 1978, a Ford estava se preparando para introduzir um novo estilo de carroceria para seu popular Falcon. O novo modelo seria um sedã ou wagon, e o cupê de duas portas estava fora de produção. Depois de fechar suas linhas de montagem para o modelo antigo, a Ford ficou com 400 carrocerias de cupê que deveria descartar. No entanto, alguma alma iluminada decidiu transformar as carrocerias restantes em uma versão especial que eles chamaram de Falcon Cobra.

O Falcon Cobra de 1978 veio com um motor 5.0 ou 5.8V8, transmissão automática ou manual e pintura em duas cores, branco ou azul. Cada carro tinha faixas decorativas de corrida como uma homenagem aos Shelby Mustangs, que eram populares na Austrália. Hoje, o Falcon Cobra é um carro valioso e muito procurado.

12. Holden Commodore HDK VK SS Grupo A 1985

A década de 1980 marcou a ausência de muscle cars adequados na América do Norte, mas na Austrália a tendência continuou de forma diferente. Aqueles cupês de aparência agressiva acabaram, então os fabricantes de automóveis se voltaram para versões de desempenho de sedãs comuns. Os muscle cars que eles produziram naquele período eram todos modelos de homologação para corridas australianas. O Holden Commodore SS Group A de 1985 foi o exemplo perfeito de tal carro.

A Holden construiu o SS Group A para cumprir com um novo conjunto de regras da FIA. Isso o tornou apto a correr na Europa também. Sob o capô estava uma versão de alto desempenho do 5.0V8. Ele entregava 260 cv, o que era um número alto se você considerar que o Corvette de 1985 tinha “apenas” 245 cv disponíveis.

13. Holden HSV VL Grupo A Walkinshaw 1988

O HSV de 1988 foi um carro interessante, um grande passo para a Holden e seu departamento de desempenho. Foi o primeiro carro a apresentar motor com injeção de combustível. Foi também o primeiro carro que a Holden desenvolveu em um túnel de vento pela “Tom Walkinshaw Racing”, como contratante externa.

O carro apresentava um motor V8 de 240 cv, caixa de câmbio de cinco marchas e um kit de carroceria aerodinâmico, o que era importante por razões de homologação. Curiosamente, alguns revendedores removeram o body kit exclusivo e venderam o carro sem ele. Como a Holden fez apenas 750 deles, os Walkinshaw do Grupo A são escassos no mercado de carros clássicos. No entanto, carros sem o kit de carroceria são menos valiosos.

14. HSV GTS 300 2000

O final da década de 1990 trouxe um aumento nos níveis de potência e novas tecnologias e materiais. Isso criou aumento no desempenho e uma nova vida para os muscle cars australianos e americanos. Uma das melhores máquinas de desempenho australianas daquele período foi o HSV GTS 300. Apesar de ser limitado a apenas 100 cópias, o HSV GTS 300 foi um grande marco para o cenário dos muscle cars daquela região.

O motor era um 5.7V8 LS1 Callaway despejando 400 cv nas rodas. Eles colocaram esse motor em uma carroceria de sedã com suspensão e freios reforçados, basicamente a mesma do Omega australiano que a GM vendeu no Brasil. O GTS 300 podia acelerar de zero a 100 km/h em apenas 5,1 segundos, tornando-o um dos sedãs mais rápidos do mundo.

15. Ford Falcon Tickford TE50 2001

A aparência do poderoso HSV GTS 300 foi alarmante para a Ford, já que não tinham nada para colocar contra este Holden preto, louco e rápido. Mas um ano depois, em cooperação com a Tickford, a Ford apresentou o TE50 Falcon em forma de sedã. O motor 5.6V8 foi escalado para mover este sedã elegante com um kit de carroceria especial e uma série de outras atualizações de desempenho. Embora o 5.6V8 entregasse 335 cv, o que era menos do que o 5.7V8 do GTS 300, o Falcon Tickford TE50 oferecia desempenho semelhante.


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