AUTO&TÉCNICA FILES #117 – GM Gravataí: nova fábrica para um novo carro
Há mais de duas décadas, o cenário automotivo brasileiro foi sacudido por uma inauguração que redefiniu o conceito de produção industrial por aqui. O Complexo Industrial Automotivo de Gravataí (CIAG), no Rio Grande do Sul, inaugurado em 20 de julho de 2000, não foi apenas mais uma fábrica da General Motors: foi o nascimento da unidade mais produtiva da empresa no Hemisfério Sul e um laboratório de inovação global.
por Rubens Caruso Junior
O grande diferencial da época foi o pioneirismo no sistema de “condomínio industrial”. Pela primeira vez na América Latina, a montadora operava de forma integrada com seus sistemistas —fornecedores estratégicos que se instalaram dentro do complexo para entregar componentes prontos direto na linha de montagem (o sistema just-in-time levado ao extremo). Essa sinergia permitiu que a unidade operasse com uma eficiência sem precedentes, “capaz de fabricar um carro a cada dois minutos”, cravou Frederick Henderson, então presidente da GMB.
Faziam parte deste processo:
Arteb (sistemas de iluminação)
Arvin (sistemas de exaustão)
Bosal-Gerobrás (kits de ferramentas)
Delphi Chassis Systems (suspensão dianteira, traseira e eixo traseiro)
Fanaupe (elementos de fixação)
Goodyear (rodas e pneus)
Inylbra (carpetes e isoladores)
Lear (bancos, forro de teto e acabamento de porta)
Pelzer Systems (injetados plásticos)
Polyprom (pequenos estampados)
Sogefi (filtro de ar)
Santa Marina (vidros)
Soplast-Plásticos Soprados (tanque de combustível)
TI Brasil-Bundy (linhas de freio e combustível)
Valeo Térmico (sistemas de arrefecimento)
VDO (painel de instrumentos)
Zamprogna (blanks – chapas de aço já cortadas na medida certa para a
estampagem), localizada fora do condomínio.
O símbolo dessa era foi o Chevrolet Celta. Fruto do “Projeto Arara Azul”, o compacto foi o primeiro produto da unidade e conquistou o País pela simplicidade e custo/benefício. Ao longo dos anos, a fábrica evoluiu do Celta para o Prisma e, posteriormente, consolidou-se como o berço da “família” Onix.
Depois de 26 anos de operação, Gravataí opera integrando robótica avançada e inteligência artificial, agora com a produção do Chevrolet Sonic, que tem a missão de marcar a nova fase da GM no Brasil.
AUTO&TÉCNICA esteve na inauguração, em 2020, e resgata agora, de seus arquivos, o extenso material de imprensa daquela ocasião, do qual reproduzimos alguns itens a seguir. Confira!
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Abaixo, dois “recortes” do press release, destacando a nova fábrica.



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