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Trump agora quer carros chineses feitos nos Estados Unidos, mas…

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Lá em 2024, Trump havia prometido criar uma barreira praticamente incontornável aos carros chineses nos Estados Unidos. A ideia era proteger GM, Ford e Chrysler, mantendo ou criando empregos e, no decorrer da última campanha presidencial, chegou mesmo a falar em tarifas absurdas -de até 2000%- para os veículos fabricados na China.

da Redação

Mas agora com o domínio chinês no cenário automotivo internacional, ele parece estar mudando de ideia, e já pensa em permitir a entrada de fabricantes chineses no países, ainda que em condições específicas. Não dá mais para criar tantas barreiras para os produtos feitos na China. Para quem não sabe, a maioria dos iPhone, por exemplo, é feita justamente no país asiático.

“Se a China quiser vir e abrir uma fábrica para construir os seus carros aqui, eu aceitaria”, garantiu Trup em entrevista à Fox News, poucos dias antes da visita de Xi Jinping, presidente da China, aos Estados Unidos, marcada para o próximo dia 24 de setembro. Esta declaração causou alvoroço e abre a possibilidade para algo que, até há pouco tempo, estava quase impossível de alinhar com o discurso original adotado pelo chefão norte-americano.

Aos jornalistas da Fox News, quando anunciou a possibilidade de abrir as portas para as marcas chineses, Trump lembrou o exemplo das marcas japonesas (Honda, Toyota, Nissan, Subaru e Mazda) que produzem por lá há várias décadas. Para o presidente Trump, o importante é que a mão de obra contratada seja local e que postos de trabalho sejam criados no país.

Mas começar a produzir nos Estados Unidos não significa que os fabricantes chineses tenham caminho tranquilo e livre. Até porque recentemente Whashington aprovou a Connected Vehicles Rule (Regra de Veículos Conectados), norma emitida pelo Departamento de Comércio (por meio do Bureau of Industry and Security – BIS) que proíbe a importação e a venda de veículos conectados equipados com certas tecnologias de hardware e software vinculadas à China e à Rússia, para limitar a presença de tecnologia ds dois países nos automóveis norte-americanos, devido aos receios relacionados com a coleta de dados e ao acesso remoto aos veículos. Como se isso já não acontecesse há tempos, via computadores e smartphones.

A questão mais importante é saber até que ponto é possível abrir a produção automotiva chinesa sem abrir também as portas à tecnologia eletrônica chinesa? Por enquanto, Trump continua contra a importação de automóveis produzidos na China e rejeitou a eventual abertura de empresas chinesas no México e no Canadá, para depois exportarem os carros para os Estados Unidos.

Assim, automóveis elétricos produzidos na China continuam sujeitos a tarifas que, em alguns casos, podem ultrapassar os 100%. Hoje, marcas chinesas tradicionais ou controladas por grupos asiáticos conseguem vender veículos nos Estados Unidos, mas com outras identidades corporativas. É o caso da Volvo e da Polestar, que são vinculadas à Geely.


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