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De volta: Ford Mustang GT Performance com motor 5.0V8 de 492 cv

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A Ford anunciou no Festival Interlagos que voltará a oferecer o Mustang GT Performance no mercado brasileiro. A importadora confirmou a chegada da linha 2026 da versão, que é equipada com o já legendário motor 5.0V8 Coyote, com 492 cv de potência máxima, que passa a dividir a preferência -e sonhos- dos compradores com o Dark Horse. Este último havia substituído o GT Performance na oferta do modelo, e agora vão conviver nas concessionárias. Preço e data do início das vendas não foram aunda divulgados.

por Marcios Cesar Silva

A novidade visa ampliar a linha Mustang no Brasil. O GT Performance havia sido a versão escolhida pela marca para inaugurar as vendas da sétima geração do esportivo por aqui, que aconteceu em março de 2024. Naqueles tempos não muito distantes, o carro desembarcou nas lojas por R$ 529 mil e 488 cv. Fez sucesso? Sim, e muito. Em menos de uma hora foram comercializadas as primeiras 150 unidades que chegaram ao Brasil.

A Ford mantém as mesmas qualidades que, desde 1964, caracterizam seu pony car. A fórmula que tanto agrada segue firme, tendo enterrado pelo caminho, infelizmente, seus principais cincorrentes, o Chevrolet Camaro e o Dodge Challenger. No compartimento do motor está alojado o bem disposto motor aspirado 5.0V8 Coyote, agora com 492 cv. A transmissão automática é de 10 velocidades e a tração, claro, traseira.

O motor Ford Coyote 5.0V8 foi lançado em 2011 como uma evolução avançada da consagrada linha de motores Modular da Ford, projetado especificamente para redefinir o desempenho do Ford Mustang. O motor Ford Modular tinha comando no cabeçote de válvulas no cabeçoe (OHC), lançado em 1990 para a linha de veículos de 1991. O Coyote começou a ser concebido por volta de 2007, como resposta à chegada de concorrentes fortes no mercado, como Chevrolet Camaro e Dodge Charger e Challenger.

Para isso, a Ford analisou a fundo motores V8 da BMW (como o S65 do M3) para atingir padrões de refinamento, funcionamento suave em marcha-lenta e controle de ruído e vibração (NVH) típicos de carros de luxo, sem perder a identidade de um muscle car. Na configuração que chegou ao Brasil em 2024, esse mesmo V8 entregava 488 cv e 57,5 mkgf. Trata-se da geração mais recente dos Coyote. O nome Coyote homenageia os carros de Fórmula Indy com chassi Coyote e motores V8 DOHC da Ford pilotados por A.J. Foyt na década de 1970. Nos últimos 15 anos, o motor Coyote passou pelas seguintes evoluções:

  • 1ª Geração (2011–2014): Estreou no Mustang GT e na F-150, entregando potência inicial elevada (de 412 a 425 cv), utilizando duplo comando variável independente (Ti-VCT).
  • 2ª Geração (2015–2017): Introduziu melhorias no cabeçote, válvulas maiores e bielas reforçadas, o que otimizou o fluxo de ar e o rendimento em rotações mais altas.
  • 3ª Geração (2018–2023): Adotou injeção direta e indireta conjugada (dual-fuel), aumentando a taxa de compressão e elevando a potência para mais de 460 cv no Mustang GT.
  • 4ª Geração (2024+): Presente nas versões mais recentes e no mercado de reposição (como a linha Gen 4X), passou a contar com duplo corpo de borboleta (dual throttle body) e maior eficiência, ultrapassando os 500 cv em versões de alto desempenho.

Os GT Performance seguem como parte importante da estratégia da Ford para o Mustang no Brasil. O carro traz, por exemplo, freios a disco Brembo nas quatro rodas. A linha 2026 também traz retoques no visual da versão. Muitos detalhes foram escurecidos, como teto, emblemas, rodas, aerofólio e retrovisores, o que cria um visual mais diferenciado; o carro recebeu ainda a disputada opção de cor Cinza Avalanche. Esse cuidado visual ajuda a diferenciar o GT Performance do Dark Horse, pois agora os dois conviverão dentro da mesma linha.

Explicamos. O Mustang Dark Horse chegou aqui no ano passado custando R$ 649 mil, ocupando o lugar do GT Performance. A nova versão tinha o mesmo motor Coyote, mas com 507 cv e 57,8 mkgf, com mudanças e refinamentos na suspensão, direção, freios e ajustes.

O Ford Mustang Dark Horse

A Ford agora disponibiliza o mesmo Mustang em duas possibilidades. O GT Performance seria o “básico”, o “carro de entrada” da linha, que segue respeitando seu passado: duas portas, motor V8, tração traseira, câmbio automático e vocação para a esportividade. O Dark Horse é um passo adiante, com suas suspensões mais cuidadas e características que podem levar a muita diversão numa pista.

A Ford ainda não divulgou o preço do GT Performance 2026. Quando desembarcou aqui há dois anos, custava exatos R$ 529 mil. Mais adiante, chegaram 200 unidades do Mustang GT com câmbio manual, que custava R$ 600 mil e foram vendidas rapidamente. Já o Dark Horse, chegou às concessionárias por R$ 649 mil. Assim, há uma boa gordura diferenciar os dois e assim posicionar o GT Performance abaixo do Dark Horde;

Mas, o mais importante de tudo. Enquanto a maioria das marcas pratica o downsizin]g dos motores e corre atrás da eletrificação, a Ford não abre mão de um carro com motor V8, potente e aspirado. Aliás, o Mustang é o único carro fabricado hoje pela marca, que focalizou sua produção em picapes e SUVs. Felizmente, isso está em discussão para ser revisto.


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