Em crise, Porsche vai demitir 5000 funcionários
A Porsche -marca queridinha dos tais influencers e emergentes brasileiros, invariavelmente envolvidos em acidentes e notícias policiais- vai eliminar mais de 5000 postos de trabalho, mas garante que não haverá demissões compulsórias.
Mergulhada numa crise que parece não ter fim, a Porsche chegou a um acordo com os representantes dos trabalhadores (entenda-se por isso “sindicatos”) para acelerar um novo plano de reestruturação -mais um- que prevê a eliminação de mais de 5000 postos de trabalho até 2035. Em contrapartida, a marca alemã compromete-se investir US$ 2,4 bilhões nas fábricas de Zuffenhausen e Weissach até o final da próxima década, e com isso prolongar a garantia de emprego.

O chamado Future Package (Pacote do Futuro), negociado com o sindicato IG Metall e a associação patronal Südwestmetall, faz parte da estratégia “Sportwagenschmiede 35”, por meio da qual a Porsche pretende recuperar competitividade num momento em que enfrenta quebra da rentabilidade, motivada em especial pela desaceleração das vendas no mercado chinês e pelo aumento dos custos.
“Uma coisa é certa: só se atingirmos os nossos objetivos e formos economicamente bem-sucedidos conseguiremos dar aos nossos colaboradores a segurança de que precisam”, filosofou Michael Leiters, diretor-executivo da Porsche.
A eliminação destes mais de 5000 postos de trabalho será feita por meio de aposentadorias, pré-aposentadorias, saídas naturais e acordos de rescisão voluntária. Estão excluídas demissões compulsivas até 2035. Mas esta é apenas uma das medidas previstas; o acordo inclui também um conjunto de cortes destinados a reduzir os custos com funcionários e aumentar a produtividade.
Entre eles está o adiamento, até 2035, de 3,5% dos aumentos salariais previstos para os trabalhadores abrangidos pelo acordo coletivo da Porsche. Também a gestão sênior e de topo gerentes e diretores) não terá aumentos salariais em 2027 e 2028.
O bônus de Natal -espécie de 13o. salário) será igualmente reduzido. Este agrado voluntário pago pela empresa desce progressivamente de 45% para 5% até 2035, reduzindo o prêmio máximo de um salário completo para 60% desse valor. O trabalho em home office também será limitado a oito dias por mês, em vez dos atuais 12, estando ainda previstas alterações nos horários de pausa e nos ciclos de produção.
